Muito se discutiu nos últimos dias sobre a abordagem ideal do Chelsea diante do favorito PSG na final do Mundial de Clubes. No fim, a execução foi mais eficiente e direta do que se previa.
Enzo Maresca realizou um ajuste fundamental ao deslocar Reece James para o meio-campo, reforçando a densidade central e permitindo maior controle posicional. Com Enzo Fernández mais adiantado, o Chelsea conseguiu equilibrar o setor e evitar a superioridade numérica francesa na zona de construção.
Sem alterar drasticamente sua identidade, o time inglês adotou uma postura agressiva nos primeiros 30 minutos, pressionando alto, reduzindo espaços e impondo superioridade física - um aspecto no qual claramente se sobressaiu em relação ao PSG. A intensidade, típica da Premier League, prevaleceu mesmo com a temperatura acima dos 30 °C no MetLife Stadium.
O impacto foi imediato: 3 a 0 ainda no primeiro tempo, em um cenário de domínio tático e físico. Na segunda etapa, o Chelsea baixou suas linhas e priorizou a compactação defensiva, absorvendo a pressão sem correr grandes riscos.
O título coroa uma trajetória que começou de forma instável na fase de grupos. As dificuldades iniciais - contra adversários organizados e sob clima adverso - expuseram vulnerabilidades e aceleraram os ajustes. A virada de chave veio na partida contra o Benfica, quando a equipe aumentou o ritmo e passou a apresentar evolução consistente.
Cole Palmer foi o principal destaque individual da campanha, sobretudo na fase final. Moisés Caicedo teve desempenho sólido e regular, enquanto o estreante João Pedro apresentou bons sinais.
Após temporadas marcadas por instabilidade institucional e técnica, o Chelsea encerra 2024/25 - a primeira temporada sob Maresca - com dois títulos e vaga garantida na próxima Champions League. A performance na final valida o modelo proposto pelo treinador e oferece perspectivas concretas de consolidação do projeto esportivo.
