Willian, meia ex-Corinthians, Chelsea e seleção brasileira, afirmou em entrevista exclusiva à ESPN que, durante o duelo entre Flamengo e Bayern de Munique, neste domingo (29), pelo Mundial de Clubes, pensou que o Rubro-Negro reagiria.
Sem clube, o ex-jogador da seleção brasileira deixou o Fulham no início do mês e treina sozinho para manter a forma até decidir sua nova casa.
Com boa parte da carreira construída no futebol europeu, o meia comentou à ESPN sobre os encontros entre sul-americanos e europeus no Mundial.
"Tem uma certa distância. Todo mundo que entende de futebol sabe disso. Quando você pega as equipes mais qualificadas, como Bayern, Manchester City, PSG, Real Madrid, realmente se vê a diferença quando enfrenta uma equipe do Brasil. A intensidade é diferente. Os europeus estão sofrendo pelo calor que tem aqui nos Estados Unidos. Ontem pude ver que mesmo com o calor o Bayern conseguiu controlar o jogo, acelerar, diminuir o ritmo. Às vezes competir na intensidade é o que falta nas equipes do Brasil", opinou.
Para Willian, o melhor brasileiro é o Flamengo.
"Das equipes do Brasil, o Flamengo é a que eu vejo mais qualificada, pelo estilo de jogo. Pudemos ver ontem o Flamengo pressionando lá em cima. É para mim a melhor equipe do Brasil, pela qualidade, a forma que joga e como pressiona o adversário."
O ex-Corinthians falou sobre o encontro entre Fla e Bayern e disse que os gols logo no início impactaram no resultado.
"É difícil tomar dois gols logo nos primeiros 10 minutos. A gente sabe a qualidade do Bayern e que isso traz um conforto ao time deles. Mesmo assim o Flamengo competiu, conseguiu fazer um gol. Nessa hora eu achava que o Flamengo ia conseguir empatar o jogo, mas depois o Bayern voltou a acelerar o jogo, ter mais controle e fez o terceiro. Deu uma relaxada de novo, Flamengo fez o segundo gol, e o Bayern voltou a jogar de novo. Está sendo legal ver as equipes brasileiras competindo em alto nível. A gente sabe que é difícil, mas está sendo bom para o futebol brasileiro competir de igual para igual", analisou Willian.
