Entre a primeira e a segunda passagem pelo Athletico-PR, Fernandinho tem a CONMEBOL Libertadores como um torneio especial. Multicampeão pelo Manchester City, o volante chegou a duas decisões da competição. Em 2005, contra o São Paulo, ainda como menino, e em 2022, contra o Flamengo, já consagrado na carreira. E as duas trazem memórias indigestas ao craque: o vice-campeonato.
Em 2023, no entanto, o veterano busca reescrever o roteiro com um novo final. Nesta terça-feira (27), às 19h (de Brasília), o Furacão de Fernandinho medirá forças com o Alianza Lima pela CONMEBOL Libertadores, com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+, em busca da confirmação do 1º lugar do grupo G.
Ao ESPN.com.br, o volante construiu as suas 'Memórias da Libertadores'. Desde as primeiras lembranças, com o São Paulo de Telê Santana em 92 em 93, até o sonho de escrever um novo capítulo na decisão do torneio continental.
Capítulo 1: As primeiras memórias vêm com São Paulo de Telê
“Acho que em Libertadores, a memória que me vem são as duas que o São Paulo venceu no início dos anos 1990, em 92 e 93. Aquelas finais, eu era criança ainda, talvez seja a primeira lembrança que eu tenha de Libertadores."
Capítulo 2: O sonho de disputar a Libertadores
“Volta aquela lembrança de criança de estar jogando uma competição de nível internacional, onde os melhores do momento estão disputando a principal competição do continente. Querendo ou não, é uma vitrine muito boa e muito importante para todo jogador. O Athletico, por ser um time formador, era uma oportunidade a mais para a gente jogar, se destacar e ser vendido, como aconteceu comigo e outros jogadores, também. Acredito que essas coisas, naquele momento, era o que passava na cabeça e nosso desejo era de jogar o maior número de jogos possível. Como eu digo para o meu filho, às vezes, é uma secura de querer jogar. Era o que eu sentia quando era mais novo.”
Capítulo 3: Primeira Libertadores vai de assistir da TV a gol na semifinal
“Acompanhei pela televisão (a Libertadores de 2002, a primeira do Athletico). Se não me engano, foi nesse ano que o Athletico estava ganhando de 5 a 1 na altitude e cedeu um empate em 5 a 5 (para o Bolívar, em La Paz). Mas ainda era uma coisa que repercutiu bastante aqui dentro. Algumas histórias de bastidores, voos, histórias que só acontecem aqui na América do Sul. E, querendo ou não, foi aguçando a vontade de todo mundo aqui em jogar novamente um torneio como a Libertadores. E a gente acabou sendo feliz de classificar novamente para 2005 e, consequentemente, chegar à final."
“Acho que a semifinal em 2005 (jogo mais marcante), contra o Chivas. Primeiro jogo, na Baixada, 3 a 0, time fez uma atuação muito boa, um volume de jogo muito grande. Por eu ter feito um gol, também, puxar a sardinha para o meu lado, não sou bobo. E por um contexto pessoal, eu tinha tido uma lesão, fiquei quase dois meses parado e volto como titular pelo Athletico e acabo fazendo gol em uma semifinal de Libertadores. Para um menino de 20 anos, é uma emoção muito grande. É um dos momentos que mais me marcaram dentro dessa competição.”
Capítulo 4: Classificações às finais como melhores momentos
“Eu acho que o momento favorito, nas duas Libertadores que tive o prazer de jogar pelo Athletico, as duas classificações para a final. Tanto o jogo em Curitiba contra o Chivas, quando o time jogou muito bem, ganhou de 3 a 0, confirmou a classificação lá no 2 a 2. Depois, contra o Palmeiras, vencendo lá de novo e conquistando o empate de maneira heroica no estádio deles. Foram os dois momentos que, não só para mim, mas para todo torcedor athleticano ficou marcado na memória."
Capítulo 5: O significado da Libertadores para Fernandinho e para a torcida o Athletico
“Significa um campeonato importante, onde nós temos a oportunidade de confirmar e solidificar nossa participação a cada edição. No meu caso, tentar aproveitar o máximo possível enquanto ainda estou jogando futebol (risos). Daqui a pouco, quando parar não vai ter como voltar atrás."
“Significa um objetivo. Acho importante uma pessoa ou uma instituição ter os objetivos bem claros, onde quer chegar, o que quer conquistar. Isso serve como combustível motivacional no dia a dia. A partir do momento em que todos estão engajados no mesmo sentido, remando na mesma direção, tudo tende a ser mais fácil. Todo mundo entende a vontade, o desejo da torcida de querer ganhar uma Libertadores. Todas as pessoas que trabalham estão dentro do processo do Clube Athletico Paranaense, funcionários, jogadores, todos entendem que é um objetivo geral. E isso acaba dando um norte para todos nós na maneira de trabalhar, em como o processo é produzido. Isso é importante para você acabar alinhando essas coisas, ter o mesmo tipo de pensamento, de desejo. A tendência é que as coisas, ano a ano, aconteçam como você vai planejando, da forma como você quer. É muito gostoso ver essa paixão, esse carinho da torcida. E de certa forma essa cobrança, também, que é bem aceita por todos nós."
