Ex-treinador de Diniz, Oswaldo de Oliveira rasgou elogios ao ex-comandado em entrevista ao ESPN.com.br
Desde que começou a carreira de técnico, Fernando Diniz sempre chamou atenção pelo estilo de jogo ofensivo e pelo comportamento agitado na beira do gramado.
Após 14 anos como técnico, tem a chance de chegar à primeira final de uma grande competição, a Copa do Brasil, comandando o Fluminense. Para isso, precisa eliminar o Corinthians em plena Neo Química Arena, nesta quinta-feira (15), após um empate por 2 a 2 no Maracanã.
Para Oswaldo de Oliveira, que comandou Diniz nos tempos de jogador em Flamengo, Fluminense, Santos e Corinthians, o antigo pupilo está no caminho correto para se firmar entre os grandes treinadores do país.
“É um motivo de grande alegria. Trabalhei com o Fernando em quatro equipes e ver essa plenitude, essa equipe do Fluminense jogar como já tinha visto o Audax quando o enfrentei”, disse ao ESPN.com.br.
A principal influência de Oswaldo na carreira de Diniz foi na forma de lidar com os jogadores. O treinador campeão mundial pelo Corinthians gosta de proteger seus comandados.
“Eu acompanho o trabalho dele e admiro muito a coragem dele de implantar o que ele faz e da maneira que faz. Diferentemente com grandes jogadores ou às vezes nem tanto, é de se admirar o trabalho que faz. Tem que ser valorizado e respeitada no Brasil. E se comparar com outros trabalhos pelo mundo."
Com passagens por clubes como Votoraty, Atlético Sorocaba, Audax, Santos, São Paulo, Vasco, Athletico-PR, Paulista, Paraná e Guaratinguetá, Diniz venceu duas Copas Paulistas e uma Série A3, além de ter sido vice do Paulistão.
"Ele vem vencendo etapas, trabalhado com grandes equipes e o que está faltando é um título. Porque já mostrou com as equipes que não deve nada a ninguém".
Filho de Oswaldo trabalha no Flu
Além do amigo Diniz, Oswaldo tem outro motivo para torcer para o Fluminense. Seu filho, Gabriel, é analista de desempenho do Tricolor há vários anos e foi escolhido pela comissão técnica da seleção brasileira para ser o observador da Suíça, adversária na primeira fase da Copa do Mundo do Qatar.
“Motivo de orgulho. Estou muito feliz e emocionado pelo trabalho que ele vem desenvolvendo no Fluminense. Fiquei muito emocionado quando soube que ele ia trabalhar com a seleção brasileira. Fico feliz pelo sucesso do Gabriel."
“Ele está muito consciente e tranquilo do que faz. Já faz bastante tempo e não foi surpresa, mas quando trabalhamos juntos no Flu em 2019, eu fiquei muito feliz com a progressão dele. Um dia marquei na véspera do jogo para fazer uma apresentação do adversário. Ele me sugeriu outra coisa e me convenceu. Foi um momento de alegria e mostrou maturidade. Imagina agora em 2022 com o Fluminense bombando e às vésperas da Copa do Mundo."
