Fortaleza, Athletico-PR e Red Bull Bragantino conheceram nesta sexta-feira (25) suas respectivas chaves na Conmebol Libertadores 2022
Os oito representantes do Brasil na fase de grupos da Conmebol Libertadores conheceram nesta sexta-feira (25) os seus adversários na briga por vagas no mata-mata do torneio mais importante da América.
Fortaleza, Athletico-PR e Red Bull Bragantino terão pela frente as respectivas chaves:
Confira abaixo o Raio-X de cada adversário do Athletico-PR no Grupo B da Conmebol Libertadores:
LIBERTAD
Outro que nem é pedreira, nem baba. A equipe paraguaia garantiu classificação direta à fase de grupos pelo título no Apertura da última temporada. Apesar de ser figura constante nas últimas edições de Libertadores, a equipe não costuma ir muito longe. O máximo que conseguiu em anos recentes foi disputar a quartas de final em 2020, fato que ocorreu também em 2007, 2011 e 2012. Em 2006, alcançou a semifinal, ao perder para o Internacional, que seria o campeão.
Atualmente no pote 2, pode cair na chave dos brasileiros Atlético-MG, Athletico-PR, Flamengo e Palmeiras. No seu elenco, o Libertad tem velhos conhecidos do futebol brasileiro, como o goleiro Martín Silva, ex-Vasco, o lateral Ivan Piris, ex-São Paulo, e o veterano Roque Santa Cruz, de 40 anos. Longe de ser um favorito, mas não dá para tratar como "cachorro morto".
CARACAS
De cara, é difícil dizer que o Caracas é um rival temido para os clubes brasileiros. Apesar de estar em sua 15ª Libertadores, sendo a quarta participação consecutiva, falta ao time venezuelano uma campanha de destaque ou consistência para se tornar um adversário que imponha mais respeito. Até aqui, o máximo que chegou foi às quartas de final, uma única vez, em 2009.
É o atual vice-campeão venezuelano, mas soma resultados irregulares até aqui em 2022: uma vitória, dois empates e uma derrota na liga nacional, tendo sofrido cinco gols e marcado apenas três. O elenco é basicamente inteiro de jogadores locais, com exceção dos atacantes Akinyoola (Benin), Oguns (Nigéria), Ovando (Equador) e Bonsu (Gana). Joga no Estadio Olímpico de la Universidad Central de Venezuela.
THE STRONGEST
Ao falar em The Strongest, a primeira coisa que aparece na mente dos torcedores brasileiros é a temida altitude de 3.625 metros de La Paz. De 30 jogos, apenas nove vitórias brasileiras por lá. E apenas uma dos bolivianos fora dos seus domínios.
Dominante na Bolívia, com 15 títulos conquistados, sendo o 3º maior vencedor nacional, disputou as últimas 11 edições do torneio continental. No entanto, jamais passou das oitavas de final. A equipe treinada pelo argentino Cristian Díaz tem no trio ofensivo a esperança para a fase de grupos, já que ajudaram a decidir na pré-Libertadores.
Rodrigo Amaral, ex-Nacional e Racing, com dois gols, Martín Prost, com também dois tentos, e Enrique Triverio, ex-Racing, Toluca e Huracán, com um gol e uma assistência, participaram de todos os gols da equipe no torneio até o momento.
Confira abaixo o Raio-X de cada adversário do Red Bull Bragantino no Grupo C da Conmebol Libertadores:
NACIONAL
Tricampeão continental, o Nacional vem acumulando decepções nos últimos anos dentro dos torneios sul-americanos. Atual vice-campeão uruguaio, o time foi eliminado na fase de grupos da última Libertadores e não conseguiu passar pelo rival Peñarol nas oitavas da Copa Sul-Americana.
Em início de trabalho com o técnico Pablo Repetto, acumula resultados negativos no Uruguaio, com uma vitória em seis jogos. Será sempre temido pela tradição que possui no torneio, mas, atualmente, não desponta como uma das grandes forças do continente para rivalizar com as principais equipes brasileiras.
VÉLEZ SARSFIELD
Campeão da Libertadores em 1994, o Vélez foi o melhor colocado na tabela geral argentina em 2021 e disputará a competição continental pela 16ª vez na história. No ano passado, a equipe de Buenos Aires caiu nas oitavas de final para o Barcelona de Guayaquil-EQU. Além disso, de 2004 para cá, o time avançou para o mata-mata em todas as edições que disputou. Contra equipes brasileiras, o retrospecto é equilibrado. São 44 jogos na história, com 16 vitórias, 10 empates e 18 derrotas.
Portanto, ter o Vélez no grupo pode ser complicado, ainda mais quando precisar ir ao Estádio José Amalfitani. Com capacidade para quase 50 mil espectadores, a casa do clube argentino é uma espécie de "caldeirão". Como toda equipe argentina, é um adversário perigoso. No elenco, também há alguns rostos conhecidos, o principal deles o atacante Lucas Pratto, ex-Atlético-MG, São Paulo e River Plate.
ESTUDIANTES
De volta para a competição depois de três anos ausente, o tetracampeão da Libertadores conseguiu a última vaga argentina para esta edição do torneio. Nas fases preliminares, conseguiu eliminar Audax Italiano e Everton, dupla do Chile.
No Argentino, o time de Ricardo Zielinski lidera seu grupo, com somente uma derrota em quatro partidas. Suas campanhas recentes, porém, não são de tanto destaque no torneio nacional, com o melhor resultado tendo sido em terceiro lugar em 2017. Obviamente dará trabalho, pela tradição, pels boa fase recente e por poder formar um "grupo da morte", justamente por estar no pote teoricamente mais frágil do sorteio.
Confira abaixo o Raio-X de cada adversário do Fortaleza no Grupo F da Conmebol Libertadores:
RIVER PLATE
Quatro vezes campeão da Libertadores, o River Plate entra no sorteio como o líder do ranking de clubes da Conmebol, prova de sua força na história e também nas últimas edições da competição.
Cabeça-de-chave, os argentinos não poderão cair no mesmo grupo de Palmeiras, Flamengo, Atlético-MG ou Athletico-PR entre os brasileiros, mas serão preocupação, claro, caso enfrentem qualquer outro time do país.
Sob o comando de Marcelo Gallardo, o River ainda poderá contar nos grupos da Libertadores com o artilheiro Julián Álvarez, já negociado com o Manchester City, mas que só se apresenta na Inglaterra depois de julho. Além dele, os Milionários ainda contam com um nome que foi alvo de muitos clubes brasileiros, Ezequiel Barco, contratado no início do ano; e Juan Quintero, outro reforço de peso para a temporada.
COLO COLO
Depois de quase ser rebaixado no Campeonato Chileno no início de 2021, o Colo Colo retorna ao maior torneio da América com o vice-campeonato nacional da última temporada. Campeão em 1991, o time não passou da fase de grupos em 10 das últimas 12 participações na Libertadores, sendo eliminado nas fases preliminares em três oportunidades. Não deve impor sérias dificuldades às grandes potências do Brasil que ocasionalmente o enfrentarem na fase de grupos.
ALIANZA LIMA
Segundo clube com mais títulos peruanos na história (24), atrás apenas do arquirrival Universitario, o Alianza Lima é o atual campeão nacional e voltou à Libertadores depois de ficar fora da última edição. E apesar de toda a tradição no seu país, nunca chamou atenção por suas campanhas na Libertadores, apesar das 27 participações. Ainda sem nenhum título conquistado, o Alianza só passou da fase de grupos três vezes na história desde a primeira participação, em 1963. A última vez foi em 2010.
Não deve ser um adversário perigoso se cair em algum grupo com clube brasileiro. O retrospecto contra equipes do Brasil também fala por si só: são 28 derrotas e apenas duas vitórias em 30 jogos. No elenco atual, o Alianza tem dois rostos bem conhecidos no ataque: o argentino Hernán Barcos, ex-Palmeiras e Grêmio, e ainda Jefferson Farfán, de 37 anos, que é um dos grandes ídolos do futebol peruano recente.
