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Justiça espanhola abre investigação após insultos racistas contra Vinicius Jr. em Atlético x Real Madrid

Brasileiro foi alvo de cânticos racistas dentro e fora do estádio na partida entre Atlético de Madrid e Real


Durante o clássico do último domingo (18) entre Atlético de Madrid e Real Madrid, alguns colchoneros direcionaram cânticos racistas a Vinicius Jr. A atitude fez com que a Justiça espanhola abrisse um processo de investigação contra os torcedores atleticanos.

O anúncio, feito pelo Ministério Público Provincial de Madri, foi feito nesta sexta-feira (23) e resultado da ação movida pela associação Movimento contra a Intolerância. A investigação será feita em cima dos cânticos de tom racista que aconteceram dentro e fora do estádio do Atlético.

Ainda de acordo com a nota publicada, o Ministério Público ordena que a polícia investigue os vídeos feitos no momento dos atos e identifique os autores para saber se os mesmos têm ou não ligação com movimentos extremistas.

Além da análise dos vídeos por parte da força policial, o MP também pede que o Atlético de Madrid forneça os serviços de segurança do estádio, como as câmeras de segurança, para analisar o caso. A súmula da partida também foi pedida.

Durante a partida entre Atlético e Real, torcedores do clube vermelho e branco proferiam cantos racistas contra Vinicius Jr. dentro e fora do estádio. Além disso, durante a partida, objetos foram atirados contra o ex-Flamengo e Rodrygo, que dançaram em comemoração após o primeiro gol marcado pelo atacante revelado pelo Santos.

Enquanto a diretoria do Atlético de Madrid se manteve em silêncio, Pedro Sánchez, presidente da Espanha e declarado torcedor colchonero, se manifestou e condenou o racismo.

"Espero uma mensagem forte dos clubes contra este tipo de comportamento. Isso é o que peço à minha equipe", disse Sánchez.

Os cantos de conotação racista aconteceram após Vinicius Jr. ter as comemorações dançantes questionadas. Em seguida, Pedro Bravo, presidente da Associação Espanhola de Agentes de Jogadores de Futebol (AEAF), foi o primeiro a fazer declarações preconceituosas contra o brasileiro ao afirmar que: "tem que respeitar seus colegas de profissão e parar de bancar o macaco".