Um dia após o goleiro Maignan ser alvo de insultos raciais durante jogo contra a Udinese, pelo Campeonato Italiano, o Milan anunciou protesto neste domingo (21).
A equipe rubro-negra informou que não movimentará suas redes sociais durante um dia, como forma de apoio à luta contra o racismo.
"Após os eventos inaceitáveis durante a partida contra a Udinese, o Milan decidiu não postar nenhum conteúdo em redes sociais hoje, 21 de janeiro de 2024, em apoio a Mike Maignan e à luta contra o racismo. #WeRespAct", escreveu o clube.
Durante a partida, Maignan chegou a abandonar o gramado em protesto, após ser repetidamente ofendido pela torcida da equipe da casa.
O arqueiro francês conversou com o árbitro e em seguida foi para os vestiários, sendo acompanhado por seus colegas de equipe. Todos retornaram minutos depois e deram sequência à partida.
Maignan, que já havia sofrido racismo de forma explícita durante jogo entre Milan e Cagliari, há dois anos, pediu para que as punições sejam mais severas.
Após os eventos inaceitáveis durante a partida contra a Udinese, o Milan decidiu não postar nenhum conteúdo em redes sociais hoje, 21 de janeiro de 2024, em apoio a Mike Maignan e à luta contra o racismo.#WeRespAct
— AC Milan BR (@acmilanbr) January 21, 2024
"Eles [torcedores da Udinese] fizeram barulhos de macaco o tempo todo. Não é a primeira vez que isso acontece comigo. Eles devem sofrer sanções duras, porque só ficar falando não resolve nada", disparou, em entrevista ao DAZN.
Também nas redes sociais, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu a aplicação de derrota automática em casos de racismo.
"Além dos três protocolos antirracismo (paralisação da partida, 2ª paralisação e abandono do jogo), nós precisamos forçar a derrota automática para clubes cujos torcedores cometam racismo e forcem o abandono das partidas, assim como aplicar banimentos de estádios a nível mundial e também acusações criminais contra os racistas", escreveu o dirigente.
