Decisão foi oficializada nesta sexta-feira (20) pela Corte Federal da Federação Italiana de Futebol
Nesta sexta-feira (20), a Corte Federal da Federação Italiana de Futebol (FIGC) puniu a Juventus com a perda de 15 pontos na atual edição do Campeonato Italiano por conta do escândalo de fraude fiscal no qual o clube está envolvido. A decisão cabe recurso.
Além da perda de pontos, todos os ex-membros do conselho de administração do clube também foram suspensos, ainda que tenham pedido demissão de suas respectivas funções no final de 2022. Ex-diretor de futebol da Juve, Fabio Paratici foi suspenso por 30 meses, Andrea Agnelli (ex-presidente) por 24 meses, e Pavel Nedved, ídolo do clube e ex-vice-presidente, por 8 meses.
Além do trio, Maurizio Arrivabene e Federico Cherubini foram suspensos por 16 meses, além de Enrico Vellano, Paolo Garimberti, Assia Grazioli Venier, Caitlin Mary Hiuges, Daniela Marilungo e Francesco Roncaglio.
Por outro lado, outros clubes que estavam envolvidos na mesma investigação foram absolvidos: Sampdoria, Empoli, Genoa, Parma, Pisa, Pescara, Pro Vercelli e o Novara.
A perda de pontos da Velha Senhora foi, inclusive, superior à que foi pedida pelo promotor da FIGC Giuseppe Chinè, que solicitou a perda de 9 pontos ao clube de Turim.
Desta forma, a Juventus, que ocupava o terceiro lugar da Serie A com 37 pontos, foi a 22 pontos e, neste momento, é a 10ª colocada.
Entenda o caso
No último dia 28 de novembro, todo o conselho de administração da Juventus pediu demissão após acusações de fraude fiscal e manipulações em balanços financeiros. Dentre os nomes que saíram estavam o presidente Andrea Agnelli e o ídolo Pavel Nedved.
Dois dias depois, o jornal A Bola divulgou que um acordo com Cristiano Ronaldo foi o auge da crise interna.
De acordo com o veículo português, a Guardia di Finanza, polícia italiana especializada no mercado financeiro, encontrou nos escritórios do clube documentos assinados pelo português em que a Juve se comprometia a pagar o valor dos primeiros quatro meses de contrato durante a pandemia da COVID-19.
Oficialmente, a Juventus disse que os jogadores abriram mão de receberem esses valores, mas, segundo a Gazzetta Dello Sport, os pagamentos foram feitos "por baixo da mesa".
Recentemente, o clube divulgou que a temporada 2021/22 registrou perdas financeiras recordes, com um débito negativo na casa de 220 milhões de euros (R$ 1,22 bilhão). Após descobrir os documentos confidenciais envolvendo Cristiano Ronaldo, a polícia italiana acelerou a investigação sobre o clube e, com provas da manipulação em balanços financeiros, acarretou na saída de Laurence Debroux, Massimo Della Ragione, Kathryn Fink, Daniela Marilungo, Francesco Roncaglio, Giorgio Tacchia, Suzanne Heywood, além de Agnelli e Nedved.
