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Campeão da Libertadores pelo Flamengo foi xodó de Jorge Jesus, comprado pelo grupo City e hoje é destaque na Bélgica

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Vinicius Souza, campeão da Libertadores pelo Flamengo em 2019, é um dos destaques do Campeonato Belga


Campeão da Conmebol Libertadores em 2019 pelo Flamengo, Vinicius Souza precisará ver pelo celular a decisão do torneio contra o Palmeiras às 17h (de Brasília), no Estádio Centenário de Montevidéu, no Uruguai.

A final da Conmebol Libertadores de 2021 terá cobertura completa dos canais esportivos do grupo Disney, com transmissão AO VIVO no FOX Sports e também pela ESPN no Star+.

O jovem, que defende atualmente o KV Mechelen, estará em campo pela primeira divisão belga poucas horas antes do duelo brasileiro.

"Espero que ganhe esse ano, mas com mais tranquilidade. Fico um pouco nervoso porque como torcedor é muito pior (risos). Estou muito confiante que esse título vai para a Gávea", disse ao ESPN.com.br.

Antes de chegar à Europa, Vinicius começou em um projeto social em Padre Miguel e, aos 13 anos, foi aprovado em um teste na base do Flamengo. Na Gávea, jogou ao lado de Hugo Souza, Thuller, Lincon e Vinicius Jr.

"Nossa geração conquistou todos os títulos que disputou. Chegamos a jogar alguns torneios na Europa. Foi muito bom para nossa evolução e estarmos acostumamos a vencer, algo que o Flamengo nos cobrava bastante".

O meia venceu a Copa São Paulo de Futebol Júnior contra o São Paulo e viu sua carreira mudar. Ele estreou pelo profissional com o técnico Abel Braga, na final do Carioca de 2019 contra o Vasco.

"Estava 1 a 0 para eles. Quando eu entrei, a torcida ainda estava pulando e gritando. Logo em seguida, nós empatamos, depois vencemos nos pênaltis e fomos campeões. Não poderia ter sido melhor: um clássico, Maracanã com mais de 40 mil pessoas e um título".

Depois disso, o meia fez alguns jogos pela base antes de ser efetivado de vez pelo técnico Jorge Jesus, que o elogiou por várias vezes.

"Eu tomava muita bronca dele, mas sabia que era para o meu bem. Aprendi a jogar sem a bola, o que me ajudou muito quando cheguei à Europa. Eu tinha descido para a base e subi depois que o Cuéllar saiu. Ele foi um pai para todos e nos abraçou de forma única. Por isso tenho esse grande carinho por ele. Todos gostavam muito do Mister".

O jovem fez mais três partidas na temporada que terminou com os títulos da Libertadores, contra o River Plate, e do Brasileiro.

"Ganhar a Libertadores era o meu maior sonho. Eu nem lembro como foi o segundo gol, quando me toquei já estava no alambrado abraçando os torcedores. Depois, fomos comemorar no Rio e tinha milhões de pessoas nas ruas".

"Curioso que Gerson, Thuller, Reinier e eu ficamos sabendo no Uber no fim da comemoração que também fomos campeões brasileiros depois da comemoração da Libertadores. Estávamos chegando no nosso condomínio e ouvimos pelo rádio. Vibramos lá mesmo (risos)".

Destaque na Bélgica

Vinicius, que também jogou pela seleção brasileira de base no Torneio de Toulon, na França, foi comprado em 2020 pelo City Football Group - dono do Manchester City - e foi repassado ao Lommel, que disputa a segunda divisão da Bélgica.

"Eu tive uma conversa com meus pais e empresário, que seria um passo importante na minha vida. Não acompanhava o Campeonato Belga, nas está em um nível alto. Saem muitos jogadores para times grandes da Europa, e a seleção é muito forte. No começo não foi fácil, mas peguei as dinâmicas por causa do Mister e do Domenech, que são europeus".

Logo na primeira temporada ele foi indicado ao prêmio de craque da Segunda Divisão e disputou 19 jogos, sendo 17 como titular.

"Fiquei um pouco receoso por ser segunda divisão, mas foi a melhor coisa para mim. É um campeonato mais dinâmico e com mais força. Foram cinco meses me preparando antes de chegar ao KV Mechelen, um clube de muita tradição e torcida fanática. Pensamos em coisas grandes, como títulos e vaga na Champions League. Esperamos manter até o final".

Vinicius é titular e um dos destaques da equipe que ocupa a terceira posição no Campeonato Belga, mas espera um dia dar passos maiores e chegar ao Manchester City, principal clube do grupo.

"Para todos os jogadores existe essa possibilidade, mas precisamos fazer nosso trabalho dentro do clube e deixar na mão do papai do céu", finalizou.