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Brasileiro lembra dia em que Adriano virou 'Imperador' na Inter e decreta: 'De 2002 a 2006, ele era imarcável'

Adriano ganhou apelido de "Imperador" após atuação de gala em virada da da Inter de Milão sobre o Empoli, na temporada 2003/04


Neste domingo, Inter de Milão e Juventus fazem clássico decisivo para ver quem segue na briga pelo título do Campeonato Italiano. A partida será às 15h45 (de Brasília), com transmissão pela ESPN no Star+.

E quando se fala de Internazionale, é impossível não lembrar das grandes atuações do ex-atacante Adriano com a camisa nerazzurra. Foram 79 gols em 181 partidas pela equipe, com quatro títulos de Serie A e mais duas Copas da Itália, além de três Supercopas da Itália.

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Contratado em 2001 do Flamengo, o centroavante passou a se firmar em Milão no meio da temporada 2003/04, após períodos de empréstimo à Fiorentina e ao Parma para se adaptar ao duro calcio italiano.

Daí em diante, o carioca jogou por vários anos em nível altíssimo, simplesmente demolindo as defesas adversárias com sua força física, combinada com dribles, chutes muito potentes e cabeçadas mortais.

Quem sofreu muito com Adriano nesta época foi o ex-zagueiro Emílson Cribari, ex-Cruzeiro, que teve longa carreira no futebol da "Bota", vestindo as camisas de Empoli, Udinese, Lazio, Siena e Napoli.

"Eu joguei numa fase muito rica e boa do Campeonato Italiano. Foi o auge da Serie A, que durou dos anos 90 até mais ou menos 2010", contou o ex-atleta, em entrevista ao ESPN.com.br.

"Eu cheguei à Itália em 1998, para o sub-20 do Empoli, e em 1999 fiz minha estreia no profissional. Minha 1ª temporada na Serie A foi 2002/03. O Ronaldo 'Fenômeno' havia acabado de ir para o Real Madrid, e o Milan trouxe o Rivaldo, que enfrentei algumas vezes", lembrou.

"Joguei também contra o Roberto Baggio. Eu era adolescente quando ele perdeu o pênalti na final da Copa de 1994, e enfrentá-lo parecia algo muito distante. Quando joguei contra ele foi uma sensação diferente, como realizar um sonho", exaltou.

Durante sua longa passagem pelo futebol italiano, Cribari sofreu muito com Adriano, principamente no início dos anos 2000.

O ex-zagueiro, inclusive, foi o responsável por marcar o atacante em um dos jogos mais famosos de sua carreira: Empoli 2 x 3 Inter de Milão, em 16 de maio de 2004 (reveja os gols da partida no vídeo acima).

Foi nessa partida que Adriano simplesmente demoliu e ganhou o apelido de "Imperador", que o acompanha até hoje.

"O Adriano, no auge dele, está junto com o Ronaldo em questão de dificuldade para marcar. Ele conquistou muito menos do que o potencial dele indicava. Realmente dava muito trabalho para tentar fazer alguma coisa contra ele", admitiu Cribari.

"Inclusive, tem aquela foto que ficou famosa dele comemorando um gol sem camisa, no jogo que ele ganhou o apelido de 'Imperador'... Era eu que estava marcando ele nesse Empoli x Inter (risos). Foi um golaço que ele fez ali em cima da gente. Naquele dia, eu vi toda a potência e qualidade dele", elogiou.

Segundo Cribari, Adriano era simplesmente "imarcável" durante seu auge na Itália, que durou entre 2002 e 2006.

"Teve um Inter x Udinese, quando eu estava na Udinese, que ele jogou pela seleção, pegou um voo para Milão, pousou e foi direto para o estádio jogar. Num escanteio a nosso favor, ele pega a bola, dribla todo mundo e mete um golaço no De Sanctis. Foi impressionante!", exclamou.

"Ele era imarcável no período de 2002 até a Copa do Mundo de 2006. Era impressionante. Os zagueiros tinham que fazer a marcação individual dos atacantes e tinha a cobertura dos meio-campistas. Mas, quando o Adriano cobria a bola com o corpo, com a técnica e a velocidade que ele tinha, atropelava todo mundo", descreveu.

"Podia ser qualquer zagueiro. Podia ser Maldini, Stam, Nesta, qualquer um sofria... Era uma combinação de força e técnica que era algo fora de série", complementou Cribari.

De acordo com o ex-cruzeirense, nem mesmo os treinadores sabiam o que fazer para tentar montar um esquema de marcação para frear o "Imperador".

"O italiano é muito tático por natureza, e os técnicos sempre procuravam alguma maneira de marcá-lo. Bolavam esquemas, porque sabiam que não podia ser no mano-a-mano. Mas não tinha jeito...", afirmou.

"Às vezes, a cobertura vinha de todos os lados e mesmo assim muitas vezes não conseguíamos pará-lo. Quando a gente via, estavam todos os defensores e o goleiro no chão e o Adriano correndo para comemorar mais um gol", finalizou.