<
>

Mattos revela que Palmeiras fez pré-contrato de 5 anos com Rony em 2018, mas contratação 'melou'

Nesta quarta-feira, o Palmeiras faz sua estreia na edição 2021 da Conmebol Libertadores, iniciando sua defesa de título contra o Universitario, do Peru, às 21h (de Brasília), no Estádio Monumental de Lima, pela 1ª rodada do grupo A. O FOX Sports e o FOX Play transmitem a partida ao vivo.

Para conseguir um bom resultado fora de casa, o Verdão conta mais uma vez com o atacante Rony, um dos grandes nomes da conquista da 2020.

Na última Libertadores, o agora camisa 7 (que na época jogava com a 11) anotou 5 gols e contribuiu com 8 assistências. Foi de seus pés, inclusive, que saiu o cruzamento que resultou no gol de Breno Lopes sobre o Santos, dando ao Alviverde seu 2º título da maior competição da América do Sul.

Rony foi anunciado oficialmente pelo Palmeiras em fevereiro de 2020, mas já estava na mira da equipe do Palestra Itália bem antes disso.

Em entrevista ao ESPN.com.br, o ex-diretor de futebol do Verdão, Alexandre Mattos, revelou que chegou a acertar um pré-contrato com o atacante ainda em 2018, quando ele ainda não havia chegado ao Athletico-PR.

No entanto, o litígio que o atleta enfrentava com o Albirex Niigata, do Japão, fez com que o time paulista acabasse desistindo da contratação, já que poderia sofrer uma punição da Fifa se formalizasse a chegada do paraense.

"No meio de 2018, quando eu vendi o Keno ao Pyramids FC, do Egito, nós contratamos o Rony para o Palmeiras. No entanto, ele estava em litígio com o clube japonês, e isso poderia virar um problema bem grave na Fifa depois", recordou Mattos.

"Um dia depois da venda do Keno, o Rony foi à Academia de Futebol do Palmeiras, fez exames médicos e foi aprovado. Em seguida, assinou um pré-contrato de cinco anos conosco", contou.

"No entanto, nosso departamento jurídico achou muito arriscado contratá-lo, e não permitiu que a gente fechasse de vez o negócio sem chegar a um acordo com o Albirex. O Rony queria muito ir para o Palmeiras, ficou o dia todo em São Paulo conosco, então fomos conversar com os japoneses", relatou.

Mattos, então, fez uma proposta ao Albirex Niigata para tentar resolver a situação entre Rony e o clube asiático, mas tudo deu errado.

"Enviamos uma oferta de US$ 1,5 milhão para os japoneses por 80% do passe do Rony, mas eles negaram. Depois disso, o negócio esfriou, o Rony acabou indo para o Athletico-PR e os problemas que o departamento jurídico do Palmeiras tinha me avisado aconteceram mesmo", ressaltou.

A "bomba" estourou de vez em julho de 2021, quando a Fifa deu ganho de causa ao Albirex e suspendeu Rony por quatro meses (além de cobrar uma multa de US$ 1.129.499,00). Fora isso, a entidade ainda proibiu o Athletico de registrar jogadores por duas janelas de transferências.

À época, o atleta já estava atuando pelo Palmeiras, que conseguiu um efeito suspensivo para que ele pudesse seguir atuando e depois foi à CAS (Corte Arbitral do Esporte), na Suíça, revertendo a supensão sofrida pelo atacante, que teve que arcar "apenas" com a multa - o Furacão também foi liberado para voltar a contratar.

Mattos também contou que, enquanto esteve à frente do departamento de futebol do Verdão, seguiu de olho em Rony, mas não conseguiu viabilizar sua contratação.

No fim das contas, o Alviverde acabou desembolsando um alto valor para trazer o atleta, que vinha valorizado pelas atuações decisivas nas conquistas da Copa do Brasil, da Copa Sul-Americana e da Levain Cup no Athletico-PR.

"Enquanto eu estiver no Palmeiras, nós monitoramos o Rony por bastante tempo, e eu até tentei fazer um acordo com o Athletico, mas ele estava muito bem lá e não foi possível. Depois, ele virou a maior compra do Palmeiras em todos os tempos: 6 milhões de euros por 50% dos direitos", finalizou Mattos.