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Ex-Corinthians, Renê Júnior treina por conta e espera nova chance: 'Tenho muita lenha para queimar'

Sem clube desde que terminou seu contrato com o Corinthians, no fim do Brasileirão de 2020, Renê Júnior precisa driblar as limitações impostas pela pandemia de COVID-19 para manter a forma.

O volante, campeão paulista de 2019, tem se exercitado no Rio de Janeiro ao lado de outros atletas conhecidos que buscam uma nova chance na carreira. A ideia surgiu após conversas entre os amigos boleiros pelo WhatsApp.

“Treino todos os dias como se estivesse em algum clube, e na última semana montamos um grupo de atletas sem contrato. Um jogador foi chamando o outro. Temos um profissional de confiança que nos dá treinos. Temos mantido a forma e tentando fazer a mesma dinâmica de trabalho de quando estávamos em um clube, mas não é fácil. As coisas têm caminhado bem”, disse, ao ESPN.com.br.

“Não posso parar porque espero acertar logo pra seguir a carreira. Agora é encarar novos desafios. Tenho 31 anos e minha carreira tem muita coisa para acontecer. Creio que ainda tenho muita lenha para queimar”, explicou.

Nos últimos três meses, Renê teve seu nome especulado em alguns clubes, mas ainda não recebeu uma oferta oficial.

“Estou aguardando porque está meio conturbado os campeonatos estão parados por causa da pandemia. Espero que antes do começo do Brasileiro possa fazer o que mais gosto. Eu quero voltar a jogar em um time de Série A, mas não descarto uma Série B, desde que seja um bom time para poder ajudar. Preciso voltar a jogar em alto nível”.

Xodó de Lippi

Revelado no Madureira, Renê teve passagens por Figueirense, Democrata-GV, Salgueiro, Mogi Mirim e Ponte Preta até chegar ao Santos, em 2013.

“Joguei seis meses com o Neymar, que foi um cara que sempre me tratou bem. Já joguei com muitos caras bons, mas igual a ele eu nunca vi. Fazia coisas em campo que ninguém imaginava. Nos treinos era ainda mais surreal. Ainda temos contato pelo Instagram”, contou o volante.

Em 2014, ele foi vendido para o Guangzhou Evergrande, pelo qual faturou o bicampeonato chinês.

“Pude trabalhar com o técnico Marcelo Lippi, campeão da Copa do Mundo de 2006 pela Itália, que agregou muito na minha carreira. Ele confiou muito no meu trabalho e me ensino bastante. Infelizmente, precisei operar e voltei ao Brasil, mas não me arrependo de nada”, garantiu.

Ao retornar ao país, Renê jogou por Ponte Preta e Bahia antes de chegar ao Corinthians, em 2018.

“Meu começo de Corinthians foi bom porque fui titular em vários jogos e participei do título do Paulista. Joguei um pouco a Libertadores e o Brasileiro, mas infelizmente tive as lesões que me deixaram de fora. Demorou quase um ano e meio para voltar", disse o volante.

“Quando voltei, acho que poderia ter tido mais oportunidades. Estava zerado e bom no meio de 2019. Fui para alguns jogos no banco, mas quase não entrei”, lamentou.

Em 2020, Renê Júnior ficou emprestado ao Coritiba até agosto, quando retornou ao Corinthians. O volante passou a treinar de forma separada do restante do elenco até o fim do contrato.