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Ex-Cruzeiro, Thonny Anderson diz por que trocou Grêmio pelo Red Bull Bragantino

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Claudinho comemora melhora do Red Bull Bragantino no Brasileirão e fala em buscar uma vaga na Sul-Americana (1:31)

O camisa 10 do Red Bull até citou a CONMEBOL Libertadores como objetivo, mas admitiu que chegar à Sul-Americana é muito mais possível (1:31)

Campeão da última Copa do Brasil pelo Athletico-PR e com passagens por grandes clubes como Cruzeiro e Grêmio, Thonny Anderson transferiu-se no ano passado para o Red Bull Bragantino. A equipe paulista enfrenta o Vasco, nesta quarta-feira, pelo Brasileirão. Ligado ao futebol desde o nascimento, o meia ganhou o nome diferente porque seu pai gostava bastante de Sonny Anderson, ex-atacante do Barcelona.

“Ele só mudou a letra 'T' no lugar do 'S'. Ele apostou alto ao colocar esse nome um pouco diferente e deu certo. Ainda não tive a chance de conhecê-lo e não sei se ele sabe da homenagem”, explicou ao ESPN.com.br.

Thonny começou na base do São Paulo, onde ficou por três anos, antes de passar por Grêmio Osasco e Cruzeiro, no qual fez a categoria sub-20.

“Depois, houve uma troca envolvendo o [lateral-direito] Edílson e o [meia-atacante] Alisson e fui para o Grêmio. Infelizmente, não joguei no Cruzeiro e quando estava na transição veio essa chance era um momento muito bom. O time tinha acabado de vencer a Conmebol Libertadores de 2017 e foi muito bom porque no Cruzeiro acredito que não teria muitas oportunidades”, admitiu.

Em 2018, ele estreou como profissional na derrota para o Veranópolis no Campeonato Gaúcho.

“Entrei e fiz um gol, mas infelizmente perdemos. Tive privilegio de jogar com referências no futebol como Geromel, Maicon, Luan, Éverton e outros. Fiz o gol mais rápido da história da Arena Grêmio [23 segundos] contra o Novo Hamburgo pelo Estadual [2018]. Foi um gol que me deu muita alegria”, afirmou.

Pelo time gaúcho, Thonny venceu o bicampeonato gaúcho (2018 e 2019) e a Recopa Sul-Americana (2018).

“Não teria lugar melhor para começar a carreira profissional o Grêmio estava em ascensão e jogando Libertadores. Era um mundo que não conhecia no profissional. Comecei a ter mais noção do que era e em um lugar onde o ambiente era vitorioso”, elogiou.

Após o Estadual de 2019, o meia foi emprestado para o Athletico-PR.

“Eu já tinha jogado contra o Tiago Nunes em 2017 pelo sub-20, que já me conhecia. Já tinha perdido um pouco de espaço no Grêmio e achava que era hora de arriscar. O Atheltico estava num momento muito bom porque tinha vencido a Sul-Americana e tinha um projeto bom com um time encaixado. Achei que teria mais chances e foi muito bom”, contou.

Na equipe rubro-negra ele reencontrou antigos parceiros de clube como Bruno Guimarães, Rony e Madson.

“O ambiente era muito bom e fui bem recebido. Considero que foi o melhor momento da minha carreira. Não só pelos jogos, mas também pelos títulos da Copa do Brasil e da Copa Suruga”.

O meia teve boa participação no time que eliminou Fortaleza, Flamengo e Grêmio antes de derrotar o Internacional na decisão da Copa do Brasil.

“A disputa de pênaltis contra o Flamengo no Maracanã lotado foi muito difícil. Conseguimos acabar com a festa deles e foi marcante demais. Contra o Grêmio eu não joguei pela cláusula de empréstimo e tive que torcer de fora. Na final, eu pude ajudar no gol da vitória em casa porque a bola passou pelo meu pé na jogada. Foi bem importante para levarmos uma vantagem para Porto Alegre”, recordou.

No fim de 2019, Thonny voltou de empréstimo e foi vendido ao Red Bull Bragantino por volta de R$ 13 milhões.

“A escolha era ir para o Red Bull ou ficar no Grêmio, onde tinha mais três anos de contrato. Mas o projeto que o Red Bull me ofereceu era muito interessante porque tem portas lá fora como o Leipzig e o Salzburg. Acho que o projeto me dá mais chances de um dia jogar na Europa, que é um dos meus maiores objetivos. Mas não deixo de ter os pés no chão e penso em ajudar o Bragantino na Série A do Brasileiro para ficarmos na melhor posição possível”, explicou.

Depois de passar por um 2020 complicado por causa de uma lesão e da pandemia, ele espera neste ano voltar a se destacar.

“Foi um ano que tive uma lesão e a pandemia ficamos em casa. Mantive a forma e trabalhei de casa, mas sofri com um pouco de ritmo de jogo. Converso muito com o treinador Mauricio Barbieri que me diz para ficar calmo que logo vai surgir uma oportunidade e preciso estar preparado. Acredito que em 2021 será um ano melhor”, finalizou.