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Souza, campeão brasileiro pelo Cruzeiro e ex-Palmeiras, planeja volta ao Brasil: 'Quero jogar a Série A de novo'

Campeão brasileiro pelo Cruzeiro e com passagens por grandes clubes como Palmeiras, Santos e Bahia, Souza está na segunda temporada no Al-Ettifaq, da Arábia Saudita. Após cumprir o vínculo com a equipe, que se encerra em junho, o volante de 32 anos quer disputar o Brasileirão de 2021.

“Antes da pandemia tive umas ofertas do Brasil, mas não tinha como sair porque tinha contrato. Agora tenho contrato até o fim de maio e o clube tem até o dia 31 de janeiro para me dar uma resposta sobre uma renovação. Ainda vou pensar se realmente quero ficar porque para a minha família é um pouco difícil. Eu saio de casa para treinar e jogar, mas eles ficam muito presos. Tenho outras proposta também, mas meu pensamento no meio do ano é voltar ao Brasil. Quero jogar uma Série A de novo e aparecer outra vez. Estou em outro patamar agora porque estou fisicamente melhor e muito mais experiente. Vi o que é certo e o que é bom”, disse o jogador, ao ESPN.com.br.

O brasileiro joga na equipe que ocupa a sétima posição da Premier League da Arábia Saudita, com 17 pontos, sete a menos do que o líder Al Hilal.

“Sou o único brasileiro do time, mas a liga é bastante competitiva porque tem muitos estrangeiros. Tem jogadores de alto nível como Cuéllar, Giovinco... Os técnicos brasileiros como Fábio Carille e o Péricles Chamusca têm muita moral”.

Por causa do forte calor no país, os treinos do clube são realizados sempre à noite. "Estou em forma e jogando muito bem porque aprendi a me cuidar mais. Sou muito mais profissional. Não como mais besteiras ou frituras, não bebo refrigerante e cerveja. À noite só como saladas", explicou.

Souza conta que a Arábia Saudita tem várias diferenças em relação ao Brasil.

“Depois da pandemia ficou mais restrito. É um país muito rico, seguro e tranquilo, mas é um pouco mais fechado. No shopping e no hospital não podemos andar de bermuda ou calça rasgada. Na rua e no mercado já usei e não falaram nada (risos). Apesar disso, não tenho do que reclamar”, garantiu.

“Os árabes são muito religiosos e rezam cinco vezes ao dia, algumas vezes durante o intervalo dos jogos. Uns 20 minutos antes toca um sino e todo mundo para. Se não estão em uma mesquita, eles colocam os tapetes no chão”.

Carreira

Com passagens por Atlético-GO, Ceilândia-DF, Brasília-DF e Dom Pedro-DF, Souza foi revelado no Palmeiras, em 2009.

“Foi o clube que me abriu as portas e no qual apareci para o futebol. O Vanderlei Luxemburgo foi um cara que sou muito grato porque me deu as primeiras chances e pude jogar a Libertadores”, contou.

Depois, o volante foi emprestado para Ponte Preta, São Caetano e Náutico antes de chegar ao Cruzeiro, em 2013. Após vencer o Brasileirão e o Mineiro pelo time celeste, o jogador defendeu o Santos antes de ir para o Bahia, no qual foi campeão estadual e vice da Copa do Nordeste, em 2015.

"Até hoje os torcedores do Bahia pedem a minha volta pelo Instagram. Isso me deixa muito feliz. Fiz três gols no Sport na semifinal da Copa do Nordeste e ficou marcado. Fui treinado pelo Sérgio Soares, que é um cara muito sério e que me deu muita liberdade para jogar”, recordou.

Em 2016, Souza transferiu-se para o Cerezo Osaka, que estava na segunda divisão do Japão. Após conseguir o acesso para a elite japonesa, ele faturou a Copa da J-League e a Copa do Imperador, ambas em 2017.

“Fiz grandes temporadas e foi o lugar onde fui mais feliz no futebol. Me adaptei muito bem e emagreci 7kg porque você precisa estar no mesmo nível deles. O futebol é muito rápido. O pessoal pede até hoje a minha volta. Tinha mais um ano de contrato, mas não me dei muito bem com o treinador e recebi uma oferta do Al-Ettifaq, da Arábia Saudita. Por isso, resolvi sair”, finalizou.