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Ele passou por Tottenham, Arsenal, City, Dortmund e seleção da Inglaterra, mas foi esquecido e encerrou a carreira aos 23 anos

Denzeil Boadu-Adjei. Talvez o nome, de cara, não remeta a nenhum jogador que estampou as capas dos maiores jornais esportivos do mundo. No entanto, poucos tiveram uma carreira tão promissora quanto o meia-atacante.

Nascido em 1997 no Reino Unido, o jogador, de ascendência ganesa, logo despertou a atenção do Tottenham ainda quando bem pequeno. Na categoria juvenil, Boadu acertou com o Arsenal.

Já em 2013, com apenas 16 anos, o meia-atacante rumou de Londres para Manchester e acertou com o Manchester City. Pela Inglaterra, era tratado como uma das grandes promessas. No time sub-17, dividiu vestiário com Joe Gómez, Marcus Rashford, Dean Henderson e Solanke.

A imprensa inglesa tratava Boadu como um 'novo Sterling'. Sua habilidade, velocidade e capacidade acima da média de ler o jogo, o colocavam como uma das realidades do City.

No entanto, tudo mudou em 2014. Durante a partida contra o Bolton, que terminou 7 a 0 para os citizens e com hat-trick de Boadu, o jovem sofreu uma lesão no metatarso e a opção mais recomendada era passar por uma cirurgia. No entanto, o jogador preferiu um tratamento mais conservador para que o problema se curasse sozinho.

Lesão volta a assombrar

Depois de três meses parado e fazendo o tratamento conservador, Boadu voltou aos gramados na partida contra o Leicester City. De início, melhor, impossível. O meia-atacante voltou a marcar com a camisa do City. No entanto, não durou muito tempo.

As dores no pé voltaram e, sem outra opção, o atleta teve que se submeter à cirurgia. Ao todo, oito meses parados e o medo de nunca mais voltar sequer a andar.

"Comecei a pensar que nunca mais voltaria a jogar. E, depois, que nunca mais poderia andar, porque fiquei oito meses sem conseguir fazer isso", disse o jogador na época.

Ao todo, oito intervenções, sendo a última com a retirada de um enxerto do quadril para colocar no pé. Foram 20 meses de recuperação. Um ano e oito meses até voltar a recuperar a mobilidade e entrar em campo novamente.

“Ele foi o melhor meio-campista daquela juventude do City até a lesão. Quando voltou, conheceu Brahim Díaz, Jadon Sancho e Phil Foden. As portas não estavam mais tão abertas", revelou a imprensa de Manchester.

Mesmo com todo o tempo parado, o Manchester City seguia confiando em seu futebol. Prova disso foi oferecer o primeiro contrato de Boadu nos profissionais.

"Fiquei 20 meses parado devido a uma lesão de três. Não tenho tempo a perder, porque sei onde quero chegar e nunca perco o foco. Tenho muitas coisas a conquistar e neste clube há pessoas que acreditam que posso chegar ao primeira equipe" revelou o jogador à época.

Subida aos profissionais e ida ao Borussia Dortmund

A volta aos campos foi em 20 de novembro em 2016, no triunfo da equipe sub-23 contra o Everton. Pouco tempo depois, Pep Guardiola o colocou com a equipe principal. Com a camisa 49, foi inscrito pelo técnico espanhol na Premier League. No dia a dia, se inspirava em David Silva.

Mas, jamais chegou a estrear pelos profissionais. Em agosto de 2017, se transferiu para o Borussia Dortmund antes mesmo de Sancho e se tornou o primeiro jogador inglês a acertar com um gigante alemão. Mas, diferentemente do atacante, Boadu não teve uma boa adaptação.

Sua estreia foi na International Champions Cup, em 2018, contra o Liverpool, na vitória por 3 a 1. Mas, a passagem em Dortmund durou pouco. Boadu quis regressar à Inglaterra e passou por testes no Reading. No entanto, não chegou a um acordo com a equipe da segunda divisão inglesa. O destino, então, foi o Crawley Town, da League Two, que corresponde à quarta divisão inglesa.

Da parceria com estrelas ao esquecimento

De compartilhar vestiário com Sterling, Reus, Sancho e companhia ao esquecimento na quarta divisão inglesa. No entanto, Boadu estava satisfeito, já que Crawley é uma cidade próxima a Londres e o jogador poderia jogar diante de sua família.

Mas, foram poucas partidas pelo clube inglês. Sob o comando de Gabriele Cioffi, foi convocado apenas para poucas partidas da liga inglesa, tendo mais oportunidades na EFL Trophy, torneio em formato de copa disputado por equipes das divisões inferiores da Inglaterra. Já com John Yems, treinador que substituiu Cioffi, sequer chegou a ser relacionado para partidas.

Há um ano, rescindiu com a equipe inglesa sem estrear no Campeonato Inglês. Depois, encerrou a carreira apenas aos 23 anos e, literalmente, caiu no esquecimento. A imprensa alemã trata Jadon Sancho como o prmeiro inglês a firmar por um grande alemão. Recentemente, os aurinegros de Dortmund fecharam com outra promessa do City: Jamie Bynoe-Gittens. Assim, Boadu, o pioneiro a chegar no Signal Iduna Park, passou a ser esquecido.