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Ex-Real Madrid relembra jogo contra o Corinthians no Mundial: 'Era um time muito bom'

Edílson, do Corinthians, disputa jogada com Karembeu, do Real Madrid Acervo/Gazeta Press

A caneta de Edílson em Karembeu, o pênalti cobrado por Anelka que foi defendido por Dida no segundo tempo e o placar de 2 a 2. Não foram poucos os momentos que ficaram na memória do torcedor do Corinthians, que poderá reviver a emoção de enfrentar o Real Madrid, na Neo Química Arena, nesta sexta-feira (01), às 20h30 (de Brasília). A partida, que será uma reedição do duelo válido pela primeira fase do Mundial de Clubes de 2000, marcará a festa dos 113 anos do Timão.

O jogo de 23 anos atrás traz lembranças para Steve McManaman, um dos astros do time merengue à época. Ele entrou no segundo tempo daquele duelo eletrizante realizado no Morumbi.

"Eu lembro que aproveitei o meu tempo aqui no Brasil porque era a primeira vez que vinha ao país. Sabia que tinham vários times importantes aqui", disse ao ESPN.com.br.

Apesar das poucas informações que possuía sobre o Corinthians, à época, o inglês garante que não se surpreendeu com a qualidade da equipe treinada por Oswaldo de Oliveira.

"Sendo muito honesto não me surpreendeu. Eu sabia que o futebol brasileiro era muito bom. Eu amei a paixão dos torcedores, tinham muitas pessoas no estádio, foi fantástico! Eu realmente aproveitei esse ambiente, que era elétrico. E o Corinthians era um time muito bom", disse.

O Real Madrid abriu o placar com Anelka, aos 18 minutos do primeiro tempo. Edílson empatou aos 28. No segundo tempo, o próprio "Capetinha" protagonizou o lance que ficou para a história.

Aos 18 minutos, ele dominou pela ponta direita e deu uma caneta no volante Christian Karembeu (campeão da Copa do Mundo de 1998 com a França) antes de chutar forte no canto esquerdo do goleiro e virar o marcador.

"Falei para Christian e fizemos muitas brincadeiras sobre isso (risos)".

Depois disso, o Real empatou com Anelka, que poderia ter feito um hat-trick. No entanto, o atacante teve um pênalti defendido por Dida, que vivia grande fase.

Muito se discutiu à época a importância que os clubes europeus que vieram ao Brasil, Real e Manchester United, deram ao Mundial de Clubes. McManaman acredita que os merengues levaram a sério torneio, mas que foram atrapalhados pelo calendário apertado.

"Foi um torneio muito rápido e no meio da temporada na Europa, logo depois da pausa para natal e ano novo . Foi em janeiro, uma época estranha para sair da Espanha e vir para cá porque tinham muitos jogos da liga para fazer depois. Ficou muito apertado porque tivemos que jogar cinco jogos de LaLiga em 20 dias".

"Nós queríamos vencer o torneio, com certeza. Nós estávamos preparados. É difícil quantificar o quão importante (o Mundial) era, mas LaLiga e Champions League eram mais importantes para nós. A gente não sabia muito sobre esse troféu porque era a primeira vez que ele estava sendo realizado".

Real Madrid e Corinthians terminaram a primeira fase empatados em número de pontos, mas o Timão avançou à final por ter melhor saldo de gols. Depois disso, o clube paulista sagrou-se campeão após vencer o Vasco na disputa por pênaltis no Maracanã. No mesmo estádio, o Real perdeu a decisão do terceiro lugar para o Necaxa-MEX nas penalidades.

Presença de campeões

Para o jogo desta sexta, o Corinthians deverá contar com vários campeões mundiais de 2000, como Dinei, Edílson, Fernando Baiano, Luizão, Marcelinho Carioca e Vampeta. Daquela equipe, Gilmar Fubá e Freddy Rincón já faleceram.

Pelos lados do Real Madrid, será um time formado com alguns remanescentes daquele ano - Albano Bizzarri, Sávio, Iván Campo, Karembeu e McManaman - e jogadores de outras épocas - Seedorf, Francisco Buyo Sanchéz, Zé Roberto e Emerson.

O treinador dos merengues será José Antonio Camacho, que irá substituir Vicente Del Bosque, comandante do time à época. Ídolo como jogador entre os anos 70 e 80, ele também foi técnico por curtos períodos entre a década de 90 e 2000.

"O Brasil respira futebol! Estou muito feliz pela forma como temos sido recebidos. Espero que os torcedores possam aproveitar o jogo e rever os ídolos com a família", disse ao ESPN.com.br.

"Sou agradecido aos jogadores que puderam vir porque todos possuem seus compromissos. Eles querem rever os amigos e antigos colegas de time. Alguns ainda mantém a forma e o mais importante é manter a bola porque a cabeça está perfeita, mas o corpo não responde da mesma forma".

Os ingressos para acompanhar o amistoso na Neo Química Arena seguem disponíveis no site: www.timaoereal.com.br.