Hugo Sánchez, ídolo do Real Madrid, relembrou a surpresa de perder a artilharia do espanhol para um brasileiro
Entre 1985 e 1990, Hugo Sánchez poderia ter sido artilheiro de LaLiga seis vezes seguidas defendendo os rivais Atlético de Madrid e Real Madrid, que se enfrentam no estádio Wanda Metropolitano, neste domingo (8), às 16h (de Brasília), com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.
No entanto, o mexicano perdeu em 1989 o troféu Pichichi, dado ao principal goleador do Espanhol, para Baltazar, que venceu o Brasileirão por Grêmio e Flamengo.
O brasileiro, que estava no primeiro ano no Atlético de Madrid, fez incríveis 35 gols e deixou Hugo na segunda colocação, com 27. No total, foram 42 gols na temporada.
Até hoje ele é o brasileiro com mais gols em uma única edição de LaLiga, à frente de nomes como Ronaldo 'Fenômeno', Romário, Rivaldo e Bebeto.
"Venci um troféu pelo Atlético e outros quatro com o Real, mas poderiam ter sido seis, porque o Baltazar me tirou jogando pelo Atlético, surpreendentemente com oito gols a mais do que eu", contou Hugo, ao ESPN.com.br.
Conhecido como "Artilheiro de Deus", Baltazar foi um dos pioneiros do movimento Atletas de Cristo, que reúne jogadores evangélicos desde os anos 1980.
"Lembro que antes de cada partida ele dava uma bíblia a cada defensor que iria marcá-lo (risos). Isso me deixava surpreso, essa bíblia que a creio que era para que o defensor não batesse nele (risos)", brincou Hugo.
Na temporada seguinte, Baltazar fez 18 gols, enquanto Sánchez fez 38. Esta foi a última vez que o mexicano foi o goleador do Espanhol.
"Lembro-me na verdade foi que foi surpreendente, mas depois que passou, nada mais se ouviu falar dele, e parece que a missão foi tirar-me esse Pichichi (risos). Sim, porque teriam sido seis consecutivamente".
Baltazar mudou-se no meio de 1990 para o Porto, onde teve uma passagem bastante discreta, antes de ir para o Rennes, no qual também teve números modestos.
"Fiz gols em todas as equipes na competição. Foi bem interessante. O problema é que marquei gols demais e o pessoal ficou mal acostumado! Eu marquei 18 na temporada seguinte e eles me mandaram embora (risos). A média era boa, mas o pessoal acostumou com isso", justificou Baltazar à ESPN.
