Naby Keita entra em campo nesta terça-feira (3), às 16h (de Brasília), em Villarreal x Liverpool, pela Champions
Nesta terça-feira (3), o Liverpool visita o Villarreal, às 16h (de Brasília), pelo jogo de volta das semifinais da Champions League - os Reds venceram a ida por 2 a 0, na semana passada. Antes da bola rolar, o melhor pré-jogo, com análise do confronto e das escalações, é no ESPN FC, com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.
Para conquistar mais um bom resultado na casa do "Submarino Amarelo", o técnico Jürgen Klopp conta com o futebol do meio-campista Naby Keita, que vem em boa temporada pela equipe de Anfield, com 4 gols e 2 assistências em 33 partidas até agora.
Contratado pelo Liverpool na janela para a temporada 2018/19, por 60 milhões de euros (R$ 320,05 milhões, na cotação atual), o africano começou a despertar a cobiça dos grandes europeus no Red Bull Salzburg, da Áustria, na temporada 2014/15.
Quando chegou ao time austríaco, Naby Keita fez amizade com vários jogadores brasileiros que faziam parte do Salzburg. Um deles era o goleiro Aírton, atualmente no América-MG.
Em entrevista ao ESPN.com.br, o arqueiro, que defendeu o clube da Red Bull entre 2014 e 2017, com um período de empréstimo no Liefering, relembrou a parceria com o hoje meio-campista do Liverpool e cobriu o ex-companheiro de elogios.
"Até hoje, quando me perguntam sobre ele, eu digo e repito: o Keita é um dos melhores que já vi", destacou Aírton, de 27 anos.
"É espetacular vê-lo no dia-a-dia e nos treinos. Ele é realmente muito acima da média. Quando jogamos juntos, ele tinha só 20 anos, mas já mostrava uma maturidade impressionante", exaltou.
"O que ele jogava naquele nosso time era brincadeira. Ninguém conseguia marcá-lo! Era intenso, defendida bem e depois atacava o campo inteiro para fazer os gols", recordou.
"Fora isso, ele tinha tanta habilidade que saía jogando dando caneta dentro da nossa área. A qualidade técnica e a calma dele eram absurdas", assegurou.
"Era um fenômeno, uma joia. Foi legal demais ter convivido com ele. Desde aquela época a gente sabia que ele jogaria em time grande, só não sabíamos quanto tempo ia levar. Mas, no fim da temporada 2015/16, ele já saiu do nosso time", rememorou, citando a ida de Keita do Red Bull Salzburg para o time que é o "carro chefe" do grupo de bebidas energéticas: o RB Leipzig, da Alemanha.
Segundo Aírton, Naby estava "em todas as partes do campo", ajudando na defesa e resolvendo também no ataque.
Prova disso é que, em sua 2ª temporada no Salzburg, o atleta de Guiné marcou 14 gols em 37 partidas, sendo o vice-artilheiro da equipe no ano (só ficou atrás do atacante Jonathan Soriano, que fez 32).
"Ele jogava como um 2º volante, mas com mais chegada. Nosso time jogava sempre com transições muito rápidas, por isso ele tinha muita liberdade para atacante. Você o via em todos os lugares do campo, porque ele queria a bola o tempo todo", lembrou.
"Ele corria sempre atrás da bola, fazia roubadas. E, quando estava sem ela, todo mundo sabia da sua qualidade, então rapidamente tocava para ele. Era um jogador muito intenso", ressaltou.
O arqueiro do América-MG também fez muitos elogios à personalidade de Keita, principalmente em relação à humidade do ex-companheiro de equipe.
"O idioma travava um pouco para a gente na época, então era difícil conversar com ele. O Keita não é um cara que se comunica tanto, é tímido, mas todos nós tínhamos tradutores, e os jogadores brasileiros acabaram criando amizade com os africanos porque os tradutores também eram amigos. Nós andávamos todos juntos", relatou.
"Era um garoto muito gente boa, parceirão e que queria o bem de todo mundo. Mesmo sendo novo, era preocupado com o bem estar de todos e ajudava os meninos mais novos que chegavam vindos da África ao Salzburg", contou.
"Fora isso, era extremamente humilde. Mesmo ganhando dinheiro e tendo um futuro brilhante pela frente, ele nunca mudou com ninguém, ao contrário de outros jogadores. A gente fala que tem os caras que são 'de verdade', e ele é um desses. Tem um comportamento exemplar", finalizou.
