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Campeão da Libertadores revela que quase retornou ao Atlético-MG antes de ir para Corinthians

O zagueiro Jemerson contou histórias da carreira e revelou que esteve perto de voltar ao Atlético-MG


Atualmente no Metz-FRA, Jemerson foi um dos principais zagueiros revelados na história recente do Atlético-MG, que enfrenta a Caldense, nesta quarta-feira, pela semifinal do Campeonato Mineiro. Na passagem pelo Galo, ele venceu Conmebol Libertadores, Recopa Sul-Americana, Campeonato Mineiro e Copa do Brasil antes de ir para o Monaco.

Natural de Jeremoabo, interior da Bahia, Jemerson trabalhava na roça ao lados pais enquanto estudava e jogava na várzea da cidade. Depois de se destacar em um torneio, ele foi para o Itabaiana por um tempo, mas não aguentou a saudade e voltou para casa.

Algum tempo depois, passou no Confiança-SE, pelo qual foi destaque na Copa São Paulo de futebol júnior de 2010.

"Outros clubes grandes começaram a me ver e fui fazer testes. Fiquei quase dois meses no Santos treinando bem, mas disseram que não iam ficar comigo. Não sei o motivo. Passei um mês pela base do Palmeiras e uma semana pelo Vasco, mas não deu certo. O dia que ia ser avaliado perdi a hora porque fiquei dormindo. Eu queria voltar ao Confiança para jogar", contou ao ESPN.com.br.

No entanto, Jemerson foi levado em julho daquele ano para fazer teste no sub-20 do Atlético-MG por um mês. Após ser aprovado pelo técnico Rogério Micale, ele foi contratado pela equipe alvinegra.

"Foram quase três anos na base e fizemos torneios na Holanda. Depois, fui emprestado ao profissional do Democrata-MG, voltei ao Atlético-MG e comecei a jogar".

Um dos mais jovens do elenco que venceu a Libertadores de 2013, o defensor estreou apenas no Brasileiro.

"Era um sonho conviver com o Ronaldinho Gaúcho. Quando você está ali no dia a dia nem percebe e nem para para pensar. Mas depois vi a grandeza de estar ao lado de um ídolo mundial. É um dos melhores que já joguei, se não for o melhor", afirmou.

"Como pessoa ele é melhor ainda, muito humilde. Depois da final da Libertadores eu e o Lucas fomos comemorar na casa do Ronaldinho com a família dele. A gente não jogava muito, mas ele nos chamou. Foi bacana e vou lembrar para o resto da vida", disse.

Titular e destaque

Jemerson passou a jogar mais vezes em 2014, principalmente depois da Copa do Mundo.

"A gente voltou da viagem para a China para jogar a Recopa Sul-Americana e pude atuar na partida de ida porque o Réver e o Edcarlos se machucaram. Eu era a última opção, e o Levir perguntou: 'Você está preparado? Vai jogar!' Fizemos um bom jogo, vencemos e fui bem. Depois disso, tive uma sequência de jogos", contou.

No fim do ano, o defensor também atuou na final da Copa do Brasil que o Galo derrotou o arquirrival Cruzeiro na decisão.

"A cidade parou porque vínhamos da Libertadores e da Recopa e o Cruzeiro era bicampeão brasileiro. Sorte que vencemos. Torcida tem um carinho legal por mim porque passei conquistei títulos e temos boas lembranças. Ficou marcado para mim", disse.

No começo de 2015, Jemerson foi vendido para o Monaco, onde permaneceu até 2020, quando se transferiu para o Corinthians. Antes disso, ele poderia ter retornado ao Galo, mas o negócio não deu certo.

"Estava no Monaco e tive a chance de voltar ao Atlético, mas o Monaco não liberou. Depois, o Monaco não quis mais me utilizar e o Atlético-MG contratou outros jogadores. Não fico lamentando o passado, era para ser assim. Quando for para ser, vai ser. Tenho que pensar no presente", contou.

Mesmo longe, Jemerson procura acompanhar o que acontece com seu ex-clube, que venceu em 2021 o triplete: Mineiro, Brasileirão e Copa do Brasil.

"É um projeto vencedor, chegou um investidor que comprou jogadores importantes com muita bagagem. Eles estão fazendo história no Atlético e tem outros jogadores promissores. Eu não tenho tanto contato porque da minha época só ficaram o Réver e o Victor. Quem sabe um dia eu não possa voltar a jogar no Atlético-MG?", afirmou.