Meia-atacante elegeu Vagner Mancini como melhor técnico da campanha da queda do Grêmio
Com desejo de retornar ao Grêmio em 2023, após uma segunda passagem repleta por polêmicas dentro de fora de campo, Douglas Costa abriu o jogo sobre a campanha do rebaixamento do Tricolor para a Série B do Campeonato Brasileiro em 2021.
Em entrevista ao canal do jornalista Duda Garbi, no Youtube, o meia-atacante falou em promessas não cumpridas pela diretoria gremista e admitiu certo arrependimento de ter aceitado, logo de imediato, o convite de retornar ao time gaúcho depois de 11 anos atuando na Europa.
''O Renato Gaúcho me chamou. Eu perguntei sobre os números. Ele disse um valor. Eu respondi que ganhava três vezes mais. 'Deixa para lá', ele disse. Aí começou de novo. Que podiam pagar perto do que eu ganhava. Me venderam que o projeto ia ser maneiro. Falaram que iam contratar um monte de jogador. O meu erro não foi voltar ao Grêmio. O erro foi ter sido o primeiro a voltar. Se me chamam hoje, eu pergunto 'quem vai primeiro?'. Eu quero ser a cereja do bolo, invertendo o papel. Eu cheguei e tampei uma peneira gigante de mídia'', afirmou.
Para ele, o Grêmio deu azar de ter sido rebaixado já que contava com um time ''competitivo''.
''Trouxeram o cara que eles queriam. Esse foi o maior erro. Eles queriam o Rafael Carioca, o Borré. Assina com o Rafa, com o Borré, e eu sou o último. Esse deveria ter sido o meu passo. Mas não me arrependo. Diego Souza, Rafinha. Acho que a gente deu um azar f***. Eu achava o time bom, muito bom. A gente se perdeu ao perder alguns jogadores. O Maicon saiu. Era um time muito competitivo, mas teve muita troca de treinador'', pontuou.
Douglas avaliou ainda os técnicos que passaram pelo Grêmio durante a campanha da queda. Questionado sobre o melhor, o meia não titubeou.
''Tem o Felipão, que acaba caindo. E vem o Vagner Mancini, que é bem coerente. É um dos bons treinadores que passaram pela minha carreira. Achei ele legal. Faltou tempo para ele. Eu gostei do Tiago Nunes, ele gostava de escutar e entender o jogador. O Felipão tinha rédea curta, foi o cara que deu mais ponto para nós. Eu não tive problema com treinador. Eu sabia que jogaria com qualquer um deles. O Felipão me ajudou também. Ele me colocou em posições em que eu ajudaria ele tecnicamente. Ele me tirou da beirada e me colocou no meio, atacando o espaço. Mas acho que o Mancini foi o que me agarrou melhor'', elegeu.
''É difícil dizer se eu manteria um ou outro. O Tiago Nunes teve seus altos e baixos. A torcida cobra. Eu senti dor em todas as saídas, você acaba se apegando ao projeto. Eu gostava de todos os projetos, mas os resultados não vinham. Não girava em torno de mim. Mas o projeto que eu mais me identifiquei foi o do Mancini. Quando eu estava melhor fisicamente. Ele fazia o simples, futebol de espaço. Dois laterais, dois zagueiros. Um avança, outro fica. Coisas básicas. Ele começou a fazer e passou a dar resultado. Ganhamos alguns jogos. Teve 3 a 0 no São Paulo. A gente teve um respiro e pensamos 'vai dar''', lembrou.
Por fim, Douglas lamentou ainda não ter jogado contra o Corinthians, pela 37ª rodada do Brasileirão de 2021, já que estava suspenso depois de ter levado um amarelo bobo no compromisso anterior contra o São Paulo.
Na ocasião, ele demorou para sair de campo ao ser substituído e o árbitro não perdoou. Com isso, não esteve em campo no empate em 1 a 1 com o Timão. Resultado que para ele, poderia ter sido diferente...
“Me julgo até hoje. A história poderia ser diferente. Foi no jogo contra o Corinthians. Se eu estivesse, a gente não perderia esse jogo. Tenho certeza. Eu estava começando a jogar bem de novo. Vencemos o São Paulo. Eu conhecia os caras do Corinthians. A história seria diferente. E depois daquilo foi fogo. Precisava ganhar do Bahia, onde era loucura'', afirmou.
“A torcida pode me xingar, mas nada vai mudar o meu amor pelo Grêmio e o que sinto por eles'', concluiu.
Em fevereiro de 2022, Douglas teve seu contrato com o Grêmio rescindido de forma antecipada e passou a defender o Los Angeles Galaxy, da Major League Soccer. Agora, após uma saída conturbada, voltou a discutir uma possível volta ao Imortal em troca da redução de uma multa de R$ 7 milhões que o clube ainda tem com ele.
