Como Mano Menezes quer mudar jeito de Fernando Diniz no Fluminense mesmo sem 'chutão'

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Mano Menezes é sincero sobre estilo de jogo do Fluminense: 'Todos mudariam o jeito de jogar do Diniz' (1:48)

Mano Menezes fará sua estreia no comando do Fluminense contra o Internacional, nesta quinta-feira (4), às 20h (de Brasília), com apenas dois treinos com o grupo. É pouco para esperar mudanças profundas no estilo de Fernando Diniz, mas é objetivo do técnico implementá-las.

Em sua apresentação, na quarta, o técnico deixou claro que quer fazer essa transição “de modo seguro”. A expectativa, porém, já é ver “pequenos ajustes” em campo no Maracanã.

Uma das ideias do treinador, em contraposição ao que pedia Diniz nos últimos anos, é ter menos jogadores participando da fase de construção ofensiva. Com o técnico campeão da CONMEBOL Libertadores, o padrão do Fluminense era contar com jogadores próximos, buscando conexões com os passes, e ir ganhando campo até os momentos mais agudos do ataque.

Mano é adepto do jogo posicional, no qual os jogadores vão buscar a amplitude do campo para tentar buscar e aproveitar os espaços da equipe adversária. Embora ressalte que sabe se adaptar ao elenco que tem – montado pensando no estilo de Diniz –, o novo treinador quer o Fluminense mais vertical, “esticando” mais as posses de bola, como ele descreveu.

“Vamos jogar um pouquinho mais direto, o que não significa dar chutão, até porque não temos jogadores com características para ficar jogando bola longa para disputa. Mas que tenhamos um pouquinho mais de ambição imediata para pegar o adversário desorganizado defensivamente".

Fato é que o desejo de ruptura com o estilo de Diniz não é só de Mano. A diretoria também tinha essa busca na escolha do treinador – e até por isso priorizou outros nomes antes do ex-Corinthians, como Cuca e Odair Hellmann. O plano é ter um time mais forte defensivamente.

Mano acabou sendo escolhido por ser um nome “cascudo”, com experiência no Campeonato Brasileiro de pontos corridos e também conhecido por saber “equilibrar” suas equipes.

“Eu não sou um técnico que partilha de uma ideia só de jogar. Eu acho que todas as ideias no futebol são boas, mas, para serem boas, têm que ser bem executadas. Temos jogadores extremamente inteligentes para entenderem a maneira que eu enxergo futebol. Tenho uma trajetória de 20, 25 anos de trabalho. Então vai ser exatamente assim, porque o momento requer essa experiência, e esse equilíbrio. E a característica dos jogadores não atrapalha o que eu vou pensar pra montar a equipe.”

“Eu não sei o número de técnicos que temos no Brasil, mas tenho certeza absoluta que todos eles mudariam o jeito do Diniz de jogar. Porque o jeito dele é único. Ela não vai acontecer com uma ruptura muito grande da noite para o dia, porque em dois anos, dois anos e meio se fixa uma ideia, e ela se tornou vencedora dessa maneira”, seguiu o treinador, sobre o estilo do antecessor.

“O que eu pensava no ano passado, não é o que eu penso hoje, você vai alterando. Com pequenas alterações, pequenos ajustes como eu sempre falo e, progressivamente, vamos fazer essa transição de modo seguro”, encerrou Mano, que espera começar sua “transição” com vitória já nesta quinta.

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