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Da final da Libertadores a Brasil x Argentina: como Diniz se divide entre Fluminense e seleção?

Montagem com Fernando Diniz, treinador do Fluminense, e com uma rouba da CBF durante uma Data Fifa no comando da seleção brasileira Arte ESPN

Fernando Diniz se prepara para, no próximo sábado (4), decidir o título mais importante de sua carreira, com o Fluminense, na final da CONMEBOL Libertadores, contra o Boca Juniors – com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+ às 17h (horário de Brasília). Não será, porém, o único grande momento do mês para o técnico, que, com a seleção brasileira, também disputará um Brasil x Argentina em novembro.

O treinador acumula a missão de comandar o Fluminense e a seleção desde julho, quando foi anunciado pela CBF com contrato até o meio de 2024, quando a entidade espera anunciar o italiano Carlo Ancelotti. Diniz sempre garantiu que se dedicaria integralmente a cada equipe de acordo com o momento, mas ele mesmo admitiu que seria difícil um “corte radical”, já que é um só.

Há alguns exemplos nos últimos meses que ilustram que, mesmo tentando, é impossível para Diniz não assumir funções da seleção brasileira enquanto está no Fluminense. Antes de decidir a Libertadores, por exemplo, ele precisou definir a lista dos convocados para a Data Fifa que terá Brasil x Argentina.

É que, por exigência da Fifa, jogadores e seus respectivos clubes precisam ser informados da convocação com 15 dias de antecedência em relação ao período de jogos de seleções – o próximo se inicia em 13 de novembro. A seleção brasileira teve, então, que fechar sua lista até o último fim de semana.

Justamente pela proximidade da final da Libertadores, Diniz, Fluminense e CBF se acertaram para que não houvesse a tradicional divulgação da lista e entrevista coletiva para tratar de seleção. Com o foco do técnico na decisão contra o Boca, isso só acontecerá depois de sábado, na próxima segunda-feira (6).

No período em que refletia sobre os convocados, Diniz chegou a tratar diretamente com o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, a possibilidade de chamar ou não Lucas Paquetá, do West Ham. O meio-campista está sendo investigado na Inglaterra por suposto envolvimento com apostas e tem sido preservado na seleção até uma definição do caso – mas tem atuado normalmente em seu clube.

Na última convocação, para jogos contra Venezuela e Uruguai, Diniz também viveu uma situação inusitada por sua “divisão”. No dia em que anunciou a lista, um sábado, ele primeiro comandou treino do Fluminense pela manhã e, à tarde, foi à sede da CBF para anunciar suas escolhas.

Diniz, inclusive, não é o único da comissão técnica tricolor que faz a mesma divisão entre Fluminense e Brasil. Ele também levou à seleção os auxiliares Eduardo Barros e Wagner Bertelli e o preparador físico Marcos Seixas. Por outro lado, para ajudá-lo com observações, o técnico ainda tem alguns integrantes do trabalho anterior de Tite, como os analistas Thomas Koerich e Bruno Baquete.

Nos períodos fora de Data Fifa, Diniz faz visitas pontuais à CBF para tratar de temas relacionados à seleção. No Rio de Janeiro, ele mora em um hotel que é próximo à sede oficial da entidade.

Sobre as observações de jogadores, o presidente do Fluminense, Mario Bittencourt, já indicou que Diniz estava acostumado a acompanhar brasileiros pelo mundo, incluindo em observações usadas para aplicação no time tricolor, no próprio centro de treinamentos do clube.

“Com relação a ver jogos de fora, o vídeo com os jogadores é feito aqui nessa sala, e volta e meia eu entro e aprecio. E diversas vezes passa aqui vídeos de jogo do Manchester City, do Real Madrid... Então ele já acompanha o futebol lá de fora. Por isso que é um treinador autoral. É diferente porque acompanha para caramba os jogos de fora”, afirmou ele, ainda em julho.

Para exemplificar a “divisão” de Diniz entre Fluminense e seleção brasileira, o dirigente chegou a brincar que o técnico manteria 18 horas de dedicação ao clube, como sempre teve, arrumaria mais duas horas de seu dia para pensar no time verde e amarelo e acabaria dormindo menos.

“Nós estamos muito tranquilos, ele vai ter que tirar mais horas de sono dele, tenho certeza que vai fazer isso porque é um ‘full time’. E grandes profissionais têm total capacidade de ter o seu foco direcionado em mais de uma atividade”, completou Bittencourt na ocasião.

Além da final da Libertadores, Diniz também terá nas próximas semanas o clássico contra o Flamengo para encarar com o Fluminense, em 11 de novembro – enfrentará, inclusive, Tite, seu sucessor na seleção brasileira. Já na Data Fifa, ele enfrentará a Colômbia (do tricolor John Arias) no dia 16 e depois a Argentina, dia 21, curiosamente, também no Maracanã, que pode ser o palco do título no sábado.

Onde assistir a Boca Juniors x Fluminense pela Libertadores?

Boca Juniors e Fluminense se enfrentam no dia 4 de novembro, às 17h, no Estádio do Maracanã, pela decisão da CONMEBOL Libertadores, com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.