Ex-companheiro de Filipe Luís no Atlético de Madrid, o ex-zagueiro uruguaio Diego Godín comentou sobre a surpreendente demissão do treinador do Flamengo.
O ídolo rubro-negro teve sua passagem vitoriosa à frente do clube encerrada no dia 2 de março, logo após a goleada por 8 a 0 sobre o Madureira, pelo Campeonato Carioca.
Durante o Fala a Fonte desta quinta-feira (19), Godín foi só elogios ao ex-colega e revelou que ainda não falou com Filipe sobre a demissão.
"Eu e Filipe Luís somos muito amigos e companheiros de mil batalhas. Ele sempre soube que ia ser treinador, sempre falava isso. É muito estudioso. Ele dizia que ia ser o auxiliar do (ex-volante) Tiago. O Tiago acabou tendo uma carreira curta como treinador, e o Filipe iniciou sua passagem pelo Flamengo, que foi curta, mas muita vitoriosa'', começou por afirmar.
''Conversamos muito durante a passagem pelo Flamengo, mas ainda não falamos (sobre a demissão). Fui surpreendido, me chamou a atenção (a demissão), imagino que chamou a atenção de todos no mundo do futebol, porque foi repentino. Claro que no futebol não dá para ganhar sempre, mas, além dos resultados, há muito mais no futebol, e isso tinha no trabalho do Filipe'', completou.
De acordo com apuração da ESPN, os agentes de Filipe Luís não são a favor de que o técnico assuma uma equipe brasileira em um futuro próximo. A ideia de seu empresário, aliás, é que técnico dê "o próximo passo" em sua carreira já no futebol europeu, apesar dos empecilhos que isso envolve.
Na visão de Godín, o destino do ex-colega será, de fato, a Europa.
"Tem muitas (possibilidades na Europa para Filipe Luís). Creio que ele vai terminar dirigindo algum time grande da Europa. Ele fez quase toda a sua carreira na Europa, é um jogador de formação europeia. Imagino que muitos times europeus estão de olho nele, não tenho dúvidas que ele terminará digerindo uma equipe europeia, até porque fez boa parte de sua formação na Europa e conhece muito bem o futebol de lá'', opinou.
Vale destacar que Filipe Luís ainda não possui a licença que o permite trabalhar como treinador principal nos maiores centros da Europa, já que ele não completou três anos de trabalho em equipes de ponta do Brasil. Sem esse tempo consolidado, ele não pode assumir, por ora, o comando de equipes europeias.
A saída do Flamengo interrompeu justamente esse processo. Cada temporada completa conta no cálculo da experiência exigida, e a demissão freia a sequência necessária para cumprir o requisito formal. Mesmo que recebesse proposta, Filipe Luís hoje estaria impedido de assumir como treinador principal em muitas ligas.
Há exceções pontuais. Em alguns países, o comandante poderia integrar uma comissão técnica como auxiliar. Ainda assim, as restrições são relevantes: não poderia permanecer o tempo todo na área técnica nem conceder entrevistas coletivas como responsável pelo time - limitações que reduzem autonomia e visibilidade.
Outro plano seria investir em cursos na Europa para obter as certificações exigidas (C, B, A e Pro). Caso optasse por esse caminho enquanto ainda mantivesse vínculo contratual, poderia seguir recebendo salários do Flamengo normalmente durante o período de formação.
Próximos jogos do Flamengo:
Remo (C) - 19/03, 20h (de Brasília) - Campeonato Brasileiro
Corinthians (F) - 22/03, 20h30 (de Brasília) - Campeonato Brasileiro
Red Bull Bragantino (F) - 01/04, 17h (de Brasília) - Campeonato Brasileiro
