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OPINIÃO: Nem com Guardiola em Manchester é assim; o 9 a 1 inexplicável que Flamengo apanha do Palmeiras

Leila Pereira x Bap Hector Vivas - FIFA/FIFA via Getty Images | Gilvan de Souza / CRF

Em 2020, Rogério Ceni foi contrato pelo Flamengo no dia 10 de novembro. Poucos dias antes, em 30 de outubro, o Palmeiras acertou com Abel Ferreira.

O resto é história. Abel está até hoje comandando o alviverde, bem diferente do que acontece na Gávea.

Leonardo Jardim será o nono treinador efetivo do Flamengo no mesmo período em que Abel comanda o Palmeiras.

Todos os outros oito foram demitidos.

Esse massacre é inexplicável.

Abel ganhou dez títulos no Palmeiras, e nunca a diretoria cogitou sua demissão.

Desde Rogério Ceni, o Flamengo ganhou 11 títulos, mas até treinadores vitoriosos, como Dorival Jr. e Filipe Luís, são chutados.

O descompasso com treinadores entre as duas maiores potências do futebol brasileiro não acontece com grande rivais na Europa.

Desde o final de 2020, o Barcelona teve três treinadores efetivos, contra quatro do Real Madrid.

Até entre os rivais do Manchester, em que o City brilha e o United é coadjuvante, não existe o abismo de treinadores como nos casos de Palmeiras e Flamengo.

Guardiola está no City desde 2016. Desde então, o United teve quatro treinadores efetivos.

Desde o final de 2020, Filipe Luís, com 101 jogos, é o treinador que mais vezes comandou o Flamengo. Abel e sua comissão técnica têm mais de 400 partidas no Palmeiras.

A relação do Palmeiras com Abel é admirável. A do Flamengo com seus treinadores é doentia.