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Como demissão do Flamengo atrapalha até futuro de Filipe Luís na Europa

A demissão de Filipe Luís, anunciada mesmo após a goleada do Flamengo por 8 a 0 sobre o Madureira, às vésperas da final do Campeonato Carioca, surpreendeu e atinge um ponto sensível na carreira do treinador: o planejamento para, no futuro, trabalhar na Europa.

Apesar do currículo vitorioso como jogador no Velho Continente, Filipe ainda está em fase inicial como técnico, apesar dos inúmeros títulos pelo clube rubro-negro.

A Uefa exige que um treinador tenha, no mínimo, três anos de experiência à frente de clubes da primeira divisão ou seleções para atuar com a Licença PRO reconhecida nas principais ligas europeias. Sem esse tempo consolidado, ele não pode assumir, por ora, o comando de equipes europeias.

A saída do Flamengo interrompe justamente esse processo de maturação. Cada temporada completa conta no cálculo da experiência exigida, e a demissão freia a sequência necessária para cumprir o requisito formal. Mesmo que recebesse proposta, hoje estaria impedido de assumir como treinador principal em muitas ligas.

Há exceções pontuais. Em alguns países, Filipe poderia integrar uma comissão técnica como auxiliar. Ainda assim, as restrições são relevantes: não poderia permanecer o tempo todo na área técnica nem conceder entrevistas coletivas como responsável pelo time — limitações que reduzem autonomia e visibilidade.

Outra alternativa seria investir em cursos na Europa para obter as certificações exigidas (C, B, A e Pro). Caso optasse por esse caminho enquanto ainda mantivesse vínculo contratual, poderia seguir recebendo salários do Flamengo normalmente durante o período de formação.

Mas, na prática, a demissão no Brasil adia o plano de consolidar o tempo de experiência necessário para abrir, de fato, as portas do mercado europeu.

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