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Boto explica 'interferência' de Bap em planejamento do Flamengo e atualiza negociações por Paquetá:

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Flamengo não apresenta nova proposta por Paquetá e negociação segue emperrada (1:56)

Fala a Fonte traz informações do jogador nesta quarta-feira (21) (1:56)

Diretor de futebol do Flamengo, José Boto concedeu uma entrevista esclarecedora antes de a bola rolar no clássico contra o Vasco, nesta quarta-feira (21), no Maracanã.

Em declarações ao Sportv, o dirigente falou sobre a reunião que definiu a mudança de planejamento para o Campeonato Carioca, com a antecipação da estreia do time principal, e negou qualquer interferência de José Luiz Baptista, o Bap, presidente do clube, na escalação do time ou plano de jogo, embora tenha admitido que o dirigente pediu uma mudança de planejamento.

Boto ainda foi categórico ao afirmar que, a partir de agora, o Rubro-Negro não vai mais informar qual time utilizará nas partidas, como forma de não "facilitar" para os seus adversários.

"É importante dizer que, em um ano e um mês que estou no Flamengo, o presidente (Bap) nunca interferiu em qualquer decisão que tenha a ver com escalação, forma de jogar, plano de jogo, nunca. Ele nos pediu para mudar o planejamento que tínhamos por razões institucionais, pela situação que o Flamengo estava no Carioca", disse Boto.

"Tivemos algumas discussões sobre isso, e quando digo discussões não é bater um no outro, é apresentar os prós e os contras. E foi decidido que tinha que se ajudar o clube no Carioca, mas nem sequer a decisão de vir o elenco profissional todo foi do presidente. Foi exclusiva do departamento de futebol", continuou.

"O planejamento está feito, sabemos o que vamos fazer, mas não vamos divulgar. É para todos os adversários ficarem em dúvida do que vamos fazer".

O dirigente rubro-negro também atualizou sobre as negociações com o West Ham pelo retorno do meia Lucas Paquetá e revelou que houve um "avanço significativo" no que diz respeito ao convencimento para que os ingleses aceitem vender o brasileiro. Mas admitiu que a negociação não é fácil.

"É a primeira e última vez que vou falar sobre o caso Paquetá. É sabido, não vamos esconder a ninguém que queremos muito ter aqui o Paquetá, é sabido que o Paquetá quer muito vir para aqui, mas em todas as negociações há uma terceira parte, e há uma terceira parte que não está muito convencida em vender o Paquetá. Temos tido avanços significativos nessa questão, agora, dizer que é uma operação muito difícil, estamos falando de valores e jogadores de um patamar muito grande", afirmou.

"Vamos ter que ter alguma paciência, contar com a colaboração do West Ham, negociar com o West Ham, não é uma coisa como no Football Manager, há muitas coisas envolvidas. Não é exclusivo de um clube brasileiro pagar parcelado, todos os clubes no mundo pagam parcelado, há uma série de negociações e tratativas que têm que ser feitas, que demoram o seu tempo, não o tempo que gostaríamos, senão o Paquetá já estaria aqui, mas estamos trabalhando e é o que podemos prometer, que estamos trabalhando muito para que ele venha", concluiu.

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