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Pivô da 'Máfia do Apito', Edílson Pereira de Carvalho detona caso Bruno Henrique, do Flamengo: 'Deveria ser banido'

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Bruno Henrique suspenso: advogado e especialista esportivo explica 12 jogos de punição do atleta; entenda (2:35)

Andrei Kampff é advogado e especialista esportivo (2:35)

Em entrevista ao canal de YouTube do jornalista Duda Garbi, o ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho afirmou que o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, deveria ter sido banido do futebol.

Na semana passada, o jogador foi suspenso por 12 partidas pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), após julgamento sobre participação irregular em esquemas de apostas virtuais.

Para o pivô da famosa "Máfia do Apito", que manchou o Brasileirão 2005, porém, Bruno Henrique não deveria mais poder voltar a jogar.

Carvalho citou inclusive seu próprio caso, já que sua carreira de juiz de futebol terminou depois do esquema de manipulação de resultados ter sido descoberto, há exatos 20 anos.

"O Bruno Henrique pegou 12 jogos (de suspensão). Por que pegou 12 jogos? Se é para ser punido, que puna para ser criminal", apontou.

"Se foi punido, é porque pecou, errou. Para mim, ele deveria ser banido", seguiu, opinando que o envolvimento de Bruno Henrique e seus familiares em um esquema de apostas em cartões amarelos foi claro.

"O Flamengo pediu: 'Tome o terceiro (amarelo) hoje', coisa normal... Todo clube faz isso. Mas não (é normal) o Bruno Henrique avisar seu irmão e amigos", argumentuo.

"Os dois deveriam ser banidos. Eu fui banido. Quando chegou a PF [Polícia Federal no caso da 'Máfia do Apito'] eu sabia: 'Acabou a minha carreira'", relembrou.

Vale lembrar que a suspensão do STJD a Bruno Henrique vale só para jogos do Campeonato Brasileiro.

Justamente por isso, o atleta está liberado normalmente para defender o Rubro-Negro na sequência da CONMEBOL Libertadores.

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