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Ex-vice do Flamengo diz que sofreu até ameaça de morte em processo para tirar clube da 'terra arrasada' e criar trilho de sucesso: 'Apocalipse'

Bandeira do Flamengo em frente ao Ninho do Urubu Getty Images

Ex-vice de finanças do Flamengo na gestão do presidente Eduardo Bandeira de Mello, Cláudio Pracownik esteve presente na Brasil Futebol Expo 2022, em São Paulo


O Flamengo, hoje, colhe os frutos de uma reorganização financeira que começou em 2013, na gestão do presidente Eduardo Bandeira de Mello e que vem até os dias atuais sob o comando de Rodolfo Landim. E um dos "operários" dessa reconstrução foi Cláudio Pracownik, membro da diretoria desde o início e que assumiu como vice-presidente de finanças em 2015. E ficou no cargo até meados de 2018.

Presente na Brasil Futebol Expo 2022, em São Paulo, o ex-dirigente do clube carioca trouxe detalhes de como viu o Rubro-Negro naquele momento afundado em dívidas.

Falando em "terra arrasada", Pracownik trouxe detalhes de como foi o trabalho para colocar o Fla em outro patamar, tudo isso cercado de muita pressão do torcedor.

"R$ 850 milhões era dívida, segundo a Ernst & Young. Uma receita que era de R$ 150 milhões em 2013. Ou seja, tínhamos um patrimônio líquido negativo de R$ 450 milhões", começou por afirmar.

"Terra arrasada, fim do mundo, apocalipse... Mas evidente que o Flamengo tem capacidade de receita. A gente foi no peito e na raça organizar", seguiu.

"Foi mais complexo e, como pessoa física, colocamos a nossa credibilidade para o clube. Eu comprei para o clube em nome da minha empresa o Banco Brasil Plural. Isso foi em 2013. Foi um remédio amargo que teve que ser tomado e aguentar", salientou.

Ameaça de morte

No meio do caminho, enquanto buscava equalizar as dívidas e tornar o Flamengo novamente sustentável, Pracownik revelou que chegou até a receber ameaças de morte por conta das ações tomadas.

"Recebi ameaça de morte quando privatizamos o estacionamento da Gávea. Falaram que era banqueiro e banqueiro não tem coração", contou.

"Os torcedores de balanço tinham razão. Nós tínhamos que fazer aquilo dar certo. Estamos em um mundo novo. Não tínhamos a previsão da SAF ainda", complementou.