CEO do Cruzeiro, Gustavo Lima falou em nome do clube mineiro após a confusão que paralisou a partida contra o Coritiba, neste sábado (11), na Vila Capanema, pela 34ª rodada do Brasileirão. O dirigente não só detonou os invasores do gramado como também criticou o local onde foi realizado o compromisso.
"Viemos trazer o repúdio do Cruzeiro e nosso, pessoalmente. Até quando esses marginais, travestidos de torcedores, vão estragar o futebol brasileiro? A gente ser xingado, humilhado, ameaçado. As nossas famílias, dos jogadores... até quando vamos permitir isso? Só vai mudar quando forem punidos de verdade", disse o CEO, que também pediu punições severas.
"Sabe o que vai acontecer? Você identifica, eles pagam uma cesta básica e vão embora. Enquanto tiver tolerância, o torcedor de verdade que quer apoiar, trazer a família, vaiar, se manifestar, não vem. Fica punido de vir. Estamos discutindo profissionalismo, melhorias, criação da Liga. Como gente séria trabalha com futebol assim? Não existe", prosseguiu.
Em função da realização de um show no Couto Pereira, casa do Coxa, a equipe paranaense mandou o compromisso na Vila Capanema, estádio do Paraná. E o CEO detonou a estrutura do local.
"Como permitimos jogar em um estádio com essa infraestrutura? Como é permitido um jogo dessa importância, com esse nível de estresse, a gente jogar em um estádio sem a menor condição de segurança para os jogadores e da própria torcida. Essa indignação, eu gostaria que vocês passassem. Vocês são ameaçados no trabalho de vocês?"
Como foi a invasão no gramado durante Coritiba x Cruzeiro
Logo após o meia Robson marcar o gol da vitória para Coxa, já aos 46 minutos, diversos membros da torcida cruzeirense começaram a pular o alambrado e invadir o gramado da Vila Capanema.
Imediatamente, torcedores da equipe alviverde também pularam para o campo, iniciando uma briga generalizada com os mineiros.
A confusão durou alguns minutos, com trocas de socos e agressões entre as partes, usando inclusive macas e placas de publicidade que estavam próximas.
A briga só acabou depois da intervenção da polícia, que agiu com cassetetes e balas de borracha para espantar os vândalos.
Enquanto isso, os jogadores foram encaminhados para o vestiário, aguardando decisão da arbitragem para saber se o jogo seria oficialmente encerrado.
No fim das contas, após 40 minutos de espera, o duelo foi retomado, com os times jogando cerca de sete minutos de acréscimo até o árbitro Bráulio da Silva Machado finalizar oficialmente o jogo.
Próximos jogos do Cruzeiro:
Fortaleza (F): 18/11, 18h30 (de Brasília) - Brasileirão
Vasco (C): 22/11, 19h (de Brasília) - Brasileirão
Goiás (F): 27/11, 20h (de Brasília) - Brasileirão
