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'Menos que isso, não': diretor do Mineirão revela do que não abre mão em negociação com Cruzeiro

Ronaldo Nazário, proprietário da Cruzeiro SAF Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Ainda tentando encontrar um denominador comum com a Minas Arena para mandar partidas no Mineirão nesta temporada, o Cruzeiro sabe que não terá vida fácil para ter suas demandas atendidas pela concessionária.

Durante audiência realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na tarde da última terça-feira (04) para debater a relação da Parceria Público Privada (PPP) firmada entre o Estado e a empresa, o representante da empresa foi direto naquilo que considera urgente em um acordo para que o clube celeste voltar a utilizar o Estádio Governador Magalhães Pinto.

“As regras entre concessionárias e clubes estão determinadas claramente no contrato de PPP. Menos que isso, não. Qualquer receita que a Minas Arena abra mão, ela é responsabilizada pelo estado de Minas Gerais”, disse Samuel Lloyd, diretor comercial da Minas Arena.

“Essa é nossa última proposta, que foi colocada para o clube. Ela garante também a isonomia dos jogos do Atlético e também que o Cruzeiro tenha conforto para ter a sua receita e continuar explorando comercialmente o Mineirão”.

A Minas Arena tem contrato de concessão com o Estado para administrar o Mineirão até 2037. O acordo de Parceria Público Privada (PPP) questionado pelo Cruzeiro determina que os 54 mil lugares do estádio sejam comercializados pelos clubes, enquanto camarotes e áreas VIP só podem ser comercializados pela concessionária.

“Entre 2024 e 2037, que é o fim desta concessão, a agenda do Mineirão está completamente livre para todos os jogos do Cruzeiro. Basta que haja um acordo comercial”.

Presente à audiência na Assembleia Legislativa, Gabriel Lima, CEO do Cruzeiro SAF, criticou a postura da Minas Arena nas negociações dos termos para que a Raposa volte a mandar as partidas como mandante no Mineirão.

“O governo fez e segue fazendo esses pagamentos para garantir a atividade de interesse público, que é o futebol. Não ter jogos no estádio significa desvirtuar o contrato. (É) aceitar que o Estado banque uma empresa privada que não atende nenhum interesse público”, disse Gabriel.

“O Cruzeiro tentou inúmeras vezes chegar a um acordo e ter condições de jogar no estádio. Fizemos uma série de propostas para Egesa, HAP e Construcap, que formam o consórcio. Todas elas, seguindo padrões mínimos praticados em estádios cedidos ao redor do mundo. Nenhuma delas (propostas) foi aceita. Me parece que não há qualquer interesse em ter futebol no estádio. As propostas da Minas Arena são piores. Nenhuma participação em receita comercial, venda de comida e bebida e camarotes. Não é justo”.

Próximos jogos do Cruzeiro:

Náutico (C) - 13/04, 19h (de Brasília) - Copa do Brasil

Corinthians (F) - 16/04, 16h (de Brasília) - Brasileirão

Grêmio (C) - 22/04, 21h (de Brasília) - Brasileirão