Sou um crítico de quase tudo que fazem as principais torcidas organizadas dos grandes clubes brasileiros.
Muitas vezes elas são propulsoras de violência nas ruas e arquibancadas, tem “donos” que enriquecem e passam dos limites na cobrança a jogadores e treinadores, com um terror físico e psicológico.
Mas, pelo menos desta vez, uma organizada foi o melhor que aconteceu para seu clube.
Nada foi tão bom importante para o Corinthians em 2025 como a Gaviões da Fiel.
A vaquinha para tentar pagar o estádio pode até parecer um fracasso. Mas duvido que outra organizada teria conseguido arrecadar R$ 41 milhões, em um processo bastante transparente.
A Gaviões, pelo seu tamanho, tem força para mudar a política do clube, o que não ocorre com nenhuma outra organizada pode no Brasil em qualquer equipe.
Foi até um pouco titubeante com Augusto Melo, mas logo notou que ele era uma porcaria, e sem o aval da Gaviões, que foi até o Parque São Jorge nas votações pedir sua saída, o presidente sofreu impeachment.
A Gaviões também cobrou forte outra entidade podre do Corinthians: seu Conselho Deliberativo.
Soltou um manifesto contra o órgão e fez quatro perguntas que toda organizada deveria fazer para seu clube:
1. Por que o passivo do Corinthians cresceu R$ 829 milhões em 2024?
2. Qual é a justificativa para o déficit de R$ 181,7 milhões?
3. 3. Por que o clube não respondeu aos órgãos internos sobre as divergências contábeis?
4. Quais critérios são usados na contratação de prestadores de serviço?
Outro grande exemplo de participação positiva na vida de um clube foi a discussão sobre o processo do Corinthians virar uma SAF.
Os comandantes da iniciativa que querem criar uma SAF coletiva no clube se reuniram com líderes da Gaviões para uma longa sabatina com perguntas pertinentes sobre o projeto.
Mas a Gaviões não foi boa para o Corinthians apenas fora do estádio.
A torcida é a principal responsável pela melhor atmosfera de estádio de um clube de futebol no Brasil.
Em movimento que é seguido pelos torcedores comuns, vaia é algo que praticamente não existe em Itaquera enquanto a bola rola
Mesmo quando o time foi sofrível, o que foi comum, a torcida apoiava. Vaia só depois do apito final.
Desta vez, admito, tive orgulho da Gaviões da Fiel.
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