“Eu tenho contrato até 2026. É o momento de refletir, analisar, entender também o que o presidente pensa”. A frase é de Fabinho Soldado, à ESPN, instantes antes de subir no trio elétrico para comemorar o título do Corinthians da Copa do Brasil sobre o Vasco e que deixa clara uma incerteza para 2026.
O executivo de futebol do Corinthians já havia deixado em aberto sua sequência, condicionando à reunião com o presidente Osmar Stábile. Segundo apurou a ESPN, inclusive, Fabinho já entregou o cargo ao dirigente em encontro entre os dois antes da definição do mata-mata nacional.
Incomoda Fabinho, principalmente, a atuação de opositores nos bastidores do Corinthians, que ganharam força com a queda de Augusto Melo da presidência. Stábile sabe que precisa de apoio político para tentar estabilidade no comando do clube, mas há impacto no futebol.
“A minha vontade sempre foi de permanecer. Mas eu confesso que esse pequeno grupo que atrapalha o Corinthians, esse pequeno grupo que se levanta silenciosamente, que ninguém bota a cara, esse grupo atrapalha, incomoda a todos. Por isso vamos ter uma conversa com o presidente, entender o que tem de planejamento para 2026 para que a gente possa tomar a melhor decisão”, desabafou Fabinho.
O próprio Stábile não cravou a permanência do dirigente ao ser perguntado sobre o tema ainda no gramado do Maracanã após a vitória por 2 a 1 sobre o Vasco no domingo (21).
"Vontade é dos dois lados. Se ele disse que pode sair, qualquer coisa nesse sentido, vamos conversar... O Corinthians, independentemente de qualquer pessoa que queira ficar ou sair, ele vai continuar. Presidente saiu há pouco tempo, tem eleições, presidente pode não continuar. Independentemente de quem vai sair ou ficar, o Corinthians vai continuar", disse o cartola.
Em meio à incerteza no futuro de Fabinho, há o interesse do Internacional. Apesar da situação com o Corinthians, o dirigente garante não ter qualquer acerto com outra equipe.
“A questão não é fica ou não. Sobre procura de outro clube, é normal no nosso meio. Tenho carinho enorme pelo Internacional, conheço as pessoas que estão lá. Mas tenho contrato até 2026. As pessoas que estão lá são sérias, e evidente que vão procurar, entender... Me sinto lisonjeado por ser lembrado, não só lá, em outros clubes também. Mas quem me propiciou tudo isso foi o Corinthians”, afirmou.
“Já tive uma conversa com o presidente, ele sabe o que eu penso. Agora é voltar a São Paulo e alinhar próximos passos”, encerrou ele.
