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Por dívidas de R$ 23 milhões do Corinthians, empresário quer que CBF 'barre' possíveis vendas de Wesley, Yuri Alberto e mais três

Em mais uma capítulo da "guerra judicial" entre o empresário André Cury e o Corinthians, o agente tenta "barrar" na Justiça as possíveis vendas de nomes como Wesley e Yuri Alberto pelo Timão.

Em processos que correm na 4ª Vara Cível do TJ-SP (Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo), Cury cobra, através dele mesmo e de uma de suas empresas (Link Assessoria Esportiva e Propaganda Ltda.), duas dívidas milionárias: R$ 8.948.470,74 e R$ 14.078.913,34. Somadas, as ações totalizam R$ 23.027.384,08, em números corrigidos no final de maio.

Na tentativa de bloquear possíveis valores nas contas do Timão, o agente pediu à Justiça que seja feita a expedição de ofícios para a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e para a FPF (Federação Paulista de Futebol) para que ele seja avisado sobre as possíveis vendas dos seguintes jogadores:

  • Wesley (atacante)

  • Yuri Alberto (atacante)

  • Giovane (atacante)

  • Pedro Raul (atacante)

  • Guilherme Biro (meia)

Cury exige que ocorra a "restrição de registro/valores a fim de impossibilitar que o atleta seja desvinculado do executado e transferido para outra entidade desportiva sem o pagamento" dos valores devidos pelo Corinthians.

Ele ainda pede que "o valor referente ao crédito executado seja devidamente corrigido até a data do efetivo pagamento", devendo ser depositado em juízo, sob pena de desobediência de ordem judicial e de responsabilização por não cumprir ordem.

No processo, os advogados de André Cury ainda postam diversas notícias sobre os possíveis valores das negociações dos jogadores citados acima, dando destaque especial a Wesley.

"Nas referidas matérias, é demonstrado que há fortes indícios de que o atleta Wesley Gassova Ribeiro Teixeira seja transacionado pelo executado com o clube alemão [Borussia Dortmund], pelo valor superior a R$ 138 milhões, o que demonstra a urgência da análise dos requerimentos formulados", escreveu a defesa do empresário.

Os advogados também ressaltam a recente viagem do presidente do Corinthians, Augusto Melo, à Europa, na qual ele ouviu ofertas de interessados em atletas do plantel alvinegro.

Corinthians se manifesta

O Corinthians reagiu aos pedidos de Cury entrando com duas ações na Justiça, que correm na 1ª e na 4ª Vara Cíveis do TJ-SP.

Em ambas, o Timão contesta os valores das dívidas com o empresário, alegando que tanto ele quando sua empresa fizeram a correção dos valores pelo CDI (Certificado de Depósito Interbancário), enquanto a Justiça utiliza a tabela do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

O clube paulista alega que há "excessos de execução" nas duas cobranças feitas por Cury, pedindo à Justiça que refaça os cálculos para atualizar as dívidas de forma correta.

Além disso, o Corinthians ainda ressalta à Justiça que "enfrenta uma conjuntura financeira delicada, [...], que comprometeu substancialmente as contas do clube, resultando em uma dívida que alcança a casa dos bilhões".

O clube pede aos magistrados que tenham "cautela" para "não prejudicar" atividades essenciais do time, como pagamento de salário de funcionários, através de bloqueios de contas.

"Nesse contexto, é fundamental considerar que qualquer medida de constrição judicial, como a penhora de contas e faturamentos, deve ser cautelosamente limitada para não prejudicar a manutenção das atividades essenciais do clube e o pagamento regular de seus funcionários", escreveram os advogados da equipe.

Por fim, o time pede que sejam bloqueados, no máximo, R$ 150 mil de suas contas.

"Que seja determinada penhora de valor que não exceda R$ 150.000,00, que é valor que se coaduna com os contratos de intermediação inicialmente travados, bem como, não traria prejuízo às atividades do clube. Alternativamente, caso não limitada ao valor acima, requer-se que eventual penhora recaia sobre 2% do faturamento", finalizou a agremiação.

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