A guerra política no Corinthians segue movimentando os bastidores do futebol brasileiro. O presidente do Timão, Augusto Melo, rompeu o silêncio nesta sexta-feira (10).
Em entrevista ao jornalista Benjamin Back, no Canal do Benja, Augusto foi questionado sobre uma possível saída do goleiro Cássio e também do assédio pelos jovens Wesley e Breno Bidon, que vêm brilhando na temporada.
Além das falhas recentes, o forte desabafo feito após a derrota por 1 a 0 para o Argentinos Juniors, chamou atenção para a fragilidade emocional de Cássio, que acabou perdendo a titularidade para Carlos Miguel. O dirigente atualizou o status das "propostas" para o goleiro e reafirmou sua importância dentro do clube.
"Até agora nada. Não chegou nada. Sempre deixei claro para ele que é ídolo, história maravilhosa no clube. Algumas conversas que tive com ele disse que ele deveria ficar para o resto da vida. Faz carreira aqui. Sempre falo isso para ele. Quando saiu as coisas, ele deu a entrevista, ele é cobrado por ser o maior ídolo, linha de frente, mais antigo do clube. Se for ver nosso time hoje, é um dos três mais jovens do país. Na hora que pegar corpo é time para três, quatro anos", disse Augusto.
Uma das principais joias das categorias de base, Wesley é titular absoluto do time alvinegro e ganha cada vez mais protagonismo dentro de campo. Já Bidon, eleito o craque da Copinha, se tornou peça importante na equipe de António Oliveira. O presidente do Corinthians foi questionado sobre uma possível negociação e afirmou que o clube vai vender pelo preço justo, pelo preço que ele acha que merece.
"Não tem isso de vai ter que vender. Vai ter se pagar a multa, que é de R$ 100 milhões. Até isso nós fizemos em tudo aqui. Os atletas que subiram, o Bidon, negociamos contrato bom, multa elevada, garoto que também desperta interesse, vai ser uma das peças principais do Corinthians logo. Já tem sondagem. Já recusei quatro do Wesley. A gente sofre pressão, está sangrando, fico sem dormir às vezes para fazer o melhor para o Corinthians. Não é com qualquer proposta", explicou o dirigente.
"Estamos cobrando um preço maior do tamanho do Corinthians. Wesley é uma joia sendo lapidada, futuro maravilhoso, principais jogadores hoje, um contra um não tem para ninguém no mundo hoje, dizem que é do estilo do Mbappé, acredito nisso, forte, driblador, jovem. Vai sair pelo preço justo que o Corinthians acha justo. Não é do empresário, não é do intermediador. Chega do Corinthians ser utilizado de barriga de aluguel, de trampolim", finalizou.
