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Técnico do último Corinthians campeão da Copinha é auxiliar no Irã e diz por que não deu certo no principal

Osmar Loss, em vitória do Corinthians sobre a Chapecoense na Arena Condá pela Copa do Brasil Gazeta Press

Maior campeão da Copinha, o Corinthians tem nesta quinta-feira (25), contra o Cruzeiro, na Neo Química Arena, a chance de conquistar o 11º título e acabar com um jejum de sete anos.

A última vez que o Corinthians ficou com o troféu foi em 2017. Na época, o time comandado por Osmar Loss tinha jogadores que subiram para o profissional, como o lateral Guilherme Romão, o volante Guilherme Mantuan e os atacantes Marquinhos e Carlinhos.

No entanto, apenas duas peças daquele elenco estouraram e renderam boas negociações para o Timão: o lateral-esquerdo Carlos Augusto, hoje na Internazionale e recentemente convocado para a seleção brasileira, e o meia-atacante Pedrinho, ex-Benfica e atualmente no Atlético-MG.

Assim como alguns jogadores, Osmar Loss também teve oportunidade no time principal ao ser promovido como auxiliar-técnico de Fábio Carille, sendo campeão paulista e brasileiro ainda em 2017. No ano seguinte, depois de mais um título estadual como assistente, veio a grande oportunidade da carreira.

"Fiquei muito feliz em trabalhar com o Fábio, um excelente treinador e também gestor de pessoas. Fomos campeões paulista e brasileiro. Quando o Fábio recebe a oferta para sair (foi para o Al Wehda, da Arábia Saudita), para mim foi uma satisfação enorme receber a oportunidade. Me preparei a carreira toda para isso e me sentia preparado. Já tinha experiência em trabalhar em outras equipes como profissional, conhecia o clube, conhecia os jogadores", contou Loss, que havia dirigido Juventude e Bragantino.

A passagem como treinador profissional do Corinthians durou pouco mais de três meses. Com dez vitórias, dez derrotas e cinco empates, Osmar Loss voltou a exercer o cargo de auxiliar-técnico e a diretoria acertou o retorno de Fábio Carille.

"Todos entendem que a temporada de 2018 foi de reformulação de elenco, de comissão técnica. Quando o Fábio sai, ele leva muitos profissionais. Quem chega são excelentes profissionais, mas não tinham o conhecimento de como era jogar em uma equipe como o Corinthians. Acredito que os resultados não vieram por causa dessa transformação de elenco. Toda grande reformulação necessita de um certo tempo, mas os últimos resultados colocaram as expectativas lá no alto. E talvez a minha própria expectativa. Os resultados não alcançaram as expectativas e se achou melhor uma troca de comando, o que também não funcionou", lembrou.

Depois, a partir de 2019, Osmar Loss teve passagens rápidas por Guarani e Vitória, retornando ao Parque São Jorge em 2020 para ser o gestor das categorias de base. Na sequência, foi contratado como auxiliar fixo do Internacional. Essa, inclusive, é a função que vem exercendo no Persepolis, do Irã.

"Aceitei essa oferta e vim para o Irã, ser assistente de um treinador muito famoso aqui, no maior clube do Irã e um dos maiores da Ásia, com uma torcida extremamente apaixonada. Na primeira temporada aqui conseguimos a Tríplice Coroa. Está tudo caminhando bem e espero conseguir mais conquistas aqui", destacou Osmar Loss, que projeta um retorno ao cargo de treinador:

"Acredito que todo auxiliar tem que pensar como treinador, a sua cabeça tem que funcionar como treinador. Sei que uma hora isso vai acontecer, no Brasil ou no exterior. Cada vez mais sinto que isso está mais perto de acontecer e me sinto preparado. Feliz com essa experiência fora do Brasil, me tornando um profissional mais rodado e quando essa oportunidade aparecer poder alcançar os resultados".