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PSG não garante comprar Moscardo do Corinthians após lesão e fala em 'situação desconfortável' e 'risco': 'Temos que esperar'

Gabriel Moscardo durante jogo entre Corinthians e Palmeiras, pelo Brasileirão Rodrigo Coca/Agência Corinthians

O Corinthians trata a venda de Gabriel Moscardo do PSG como certa. Só que para o clube francês, a situação ainda é ''desconfortável''.

Nasser al-Khelaifi, presidente do time parisiense, afirmou, em entrevista ao jornal francês L'Équipe, que é preciso esperar a cirurgia a qual o meio-campista terá que ser submetido.

''Ele é um jogador fantástico. Acreditamos muito nele e no seu potencial. Ele está ferido e precisa de uma operação, então temos que cuidar disso também'', disse o dirigente.

''Estamos numa situação um pouco desconfortável com ele porque não podemos correr o risco de levar um jogador lesionado. Nós temos que esperar. Esta é a situação atualmente'', completou Nasser al-Khelaif.

Moscardo vai passar por uma operação no pé esquerdo que o afastará dos gramados por três meses.

A ESPN apurou que o procedimento será feito em Doha, no Qatar. Logo após, o atleta retorna ao Timão para o período de recuperação até viajar para Paris mesmo antes do início da janela de meio de ano.

Ao tomar posse no Corinthians, no dia 2 de janeiro, o presidente Augusto Melo se mostrou contra a venda do meia, mas tratou o negócio como fechado.

“Nós somos contra a venda dele desde o começo, porque é uma realidade. Em algumas reuniões, eu comentei isso, nunca fui a favor da venda, porque em toda campanha eu falei que atletas formados na base serão nossa terceira receita para sempre. Primeiras serão pontuais, como camisas, vendas, mas atletas sempre serão a última. Primeiro o jogador tem que jogar, crescer, nos dar títulos e depois ser valorizado", disse.

"Sou contra a venda de atletas recém-formados, assim como feito em 2023, com três, quatro meses se vende por um preço inacreditável. Essa negociação, eu tive que participar, mesmo sendo uma coisa que nós não queríamos. Mas, para vocês terem uma ideia, se nós não aceitássemos, eles pagariam uma multa que era muito mais barata", acrescentou.

A reportagem apurou ainda que a transferência de Moscardo pode chegar a até 25 milhões de euros (R$ 133,6 milhões), entre valor fixo e bônus.