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Corinthians admite preocupação com 'transfer ban' por dívida de Fausto Vera

Fausto Vera comemora gol do Corinthians Vinicius Do Prado/Agencia F8/Gazeta Press

Após terminar a temporada em baixa e ter seu nome envolvido em especulações no mercado para deixar o Corinthians em 2024, Fausto Vera tem sido motivo de preocupação na próxima diretoria por conta da dívida com o Argentinos Juniors (ARG).

Como a ESPN revelou em 16 de outubro, o clube paulista acumulava duas parcelas vencidas pela contratação do meio-campista, somando 4 milhões de dólares (algo em torno de R$ 20 milhões).

“Eles [Corinthians] têm uma demanda na Fifa. Se não pagarem, não poderão contratar”, disse à ESPN à época Cristian Malaspina, presidente do Argentinos Juniors.

O risco de uma punição ao clube imposta pela Fifa já é tema na transição entre as diretorias até que Augusto Melo assuma de vez como presidente do Corinthians. E principalmente com Rozallah Santoro, escolhido para ocupar o cargo de diretor financeiro da próxima gestão.

“Existe, sim, a preocupação”, admitiu Santoro em entrevista ao UOL. “A dívida do Fausto Vera de alguma forma está planejada no fluxo, mas não é a única. O curto prazo é o maior problema por causa de bloqueio de conta, penhora, transfer ban”.

“Se olhar na ponta do lápis, temos algo em torno de R$ 350 ou R$ 400 milhões que são o grande problema do Corinthians. Contas que vencem até o meio do ano. É difícil, não é terra arrasada. Dá para fazer, mas é difícil”.

“Temos que contar com o fluxo extraordinário para compor o fluxo. Televisão, patrocinadores, Liga... Com 100 ou 150 milhões de receitas extraordinárias dá para encarar o desafio de curto prazo”.

O Corinthians desembolsou algo em torno de R$ 40 milhões por 70% dos direitos econômicos de Fausto Vera. O volante tem contrato no Parque São Jorge até 30 de junho de 2026.

Esta não é a primeira vez em 2023 que a relação entre Corinthians e o clube de Buenos Aires estremecem.

A diretoria paulista quitou em 30 de junho uma parcela atrasada no valor de 750 mil dólares (cerca de R$ 3,6 milhões), em uma dívida que também chegou à Fifa e poderia impactar no registro do também argentino Matias Rojas, contratado no segundo semestre.