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Corinthians vê 'tudo encaminhado' com a Caixa e se anima sobre acordo para quitar dívida da Neo Química Arena; veja detalhes

Neo Química Arena, a casa do Corinthians Ricardo Moreira/Getty Images

O Corinthians avalia que está “tudo encaminhado” para que o acordo com a Caixa de quitação da dívida da Neo Química Arena seja assinado.

Conforme apurou a ESPN, há um otimismo bem grande do clube em relação à proposta anunciada na última sexta-feira (17), a ponto de o mesmo tratar a situação nos bastidores como “já sacramentada”.

Apesar do otimismo, os envolvidos do Corinthians nas conversas sabem que, por se tratar da Caixa, uma instituição federal, há uma parte burocrática importante, com a necessidade de aprovação do acordo em órgãos reguladores. O Tribunal de Contas da União (TCU) possivelmente será um deles.

Ainda assim, o entendimento de quem participa diretamente das reuniões com membros do banco é de que a papelada não deve demorar a sair uma vez que todas as bases estejam acertadas. Presidente alvinegro, Duílio Monteiro Alves chegou à capital federal na quinta (16) acompanhado pelo ex-comandante do clube e também ex-deputado federal Andrés Sanchez.

Um sinal de que a negociação avança bem é a visita, segundo soube a reportagem, que o presidente da Caixa, Carlos Vieira, fará ao estádio corintiano entre este sábado e a próxima segunda-feira (20).

Uso dos naming rights e um ano após renegociação

Tudo isto acontece pouco mais de um ano após Corinthians e Caixa assinarem a renegociação para o pagamento dos R$ 611 milhões restantes pela construção do estádio, inaugurado em 2014 para a Copa do Mundo disputada no Brasil naquele mesmo ano.

A intenção do clube é utilizar no acordo o valor integral dos naming rights, vendido à Hypera Pharma por R$ 300 milhões em 2020 e que atualmente, corrigido, está na casa dos R$ 420 milhões, além de precatórios do banco assumidos pelo clube - precatório, grosso modo, são dívidas públicas (municipal, estadual ou federal) já julgadas pela Justiça, mas sem prazo determinado para pagamento, neste caso, o clube assumiria o pagamento de precatórios da Caixa, mas com um desconto no valor que o faria economizar (gastar menos) em relação ao financiamento que tem com o banco.

O Corinthians contraiu o financiamento com a Caixa em 2013, em parceria com a construtora Odebrecht, através do fundo Arena Itaquera S/A, que administra a Neo Química Arena.

Corinthians e Caixa negociavam nos últimos meses a venda de parte do estádio na bolsa de valores. A ideia do clube é negociar até 49% das cotas do empreendimento.

“Quando o Corinthians construiu o estádio, foi montado um fundo junto à Odebrecht para fazer o empréstimo do BNDES e de Caixa para a construção. Uma vez que a Odebrecht saiu dessa operação, depois da renegociação que foi feita no ano passado, o Corinthians ficou como único dono desse fundo”, disse Wesley Melo, diretor financeiro do Corinthians, à ESPN.

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