O delegado Daniel José Orsomarzo, do Drade-Dope, encarregado do caso Luan, atendeu à imprensa na tarde desta quarta-feira e sanou algumas dúvidas sobre a investigação da agressão ao jogador. Na madrugada de terça-feira, Luan foi agredido e ameaçado em um motel em São Paulo por torcedores do Corinthians.
Segundo o Dr. Daniel Orsomarzo, a polícia trabalha com o fato de que havia uma pessoa armada na confusão e isso já muda o curso da investigação.
"Ontem eu vim à imprensa e, com os dados que a gente tinha, chegamos à conclusão de delito de lesão corporal. Ontem foi registrado um boletim em Barueri por dois amigos do atleta, que trouxeram uma notícia que não era antes conhecida. Há um registro formal de que haveria arma de fogo no motel. Então, diante deste contexto, o panorama muda, e agora saímos de uma ação pública condicionada a representação e partimos para uma ação pública incondicionada onde o delegado atua de ofício. Ou seja, o inquérito já foi instaurado'', começou por afirmar.
''Estamos intimando os amigos, vamos intimar o pessoal do motel, vamos inclusive notificar os policias militares que estiveram lá para explicar como foi a ocorrência. Precisamos saber mais dessa arma e o que aconteceu. Até o momento, a gente não tinha nada'', completou.
O delegado também não descartou a possibilidade de ter ocorrido uma tentativa de homicídio e afirmou que "a investigação é dinâmica" e pode ser guiada conforme os depoimentos vão ocorrendo.
"Todas as hipóteses ainda estão sendo analisadas. A tipifição é dinâmica, então, de acordo com os fatos, a gente adicionou o porte de arma. Mas é claro que os amigos dele, vindo aqui e dando explicações, pode se mudar para uma tentativa de homicídio."
A polícia também entende que houve ameaça de morte durante a agressão e que a intenção era fazer Luan sair do Corinthians.
"Sim, parece que houve ameaça de morte, inclusive para ele (Luan) sair do clube, com emprego de arma de fogo. E agora já estamos indo ao motel para saber se realmente houve isso. E os amigos dele, atravé do advogado, vão explicar o que realmente houve. Até então, a gente não tinha acesso, e nem os vídeos mostram arma de fogo'', disse.
"Agora mudou o cenário. A gente partiu para um crime mais grave. E não se descarta a tentativa de homicídio. O que é importante agora é ter os relatos para poder formar a convicção'', afirmou.
O delegado detalhou ainda os próximos passos do caso.
"O primeiro passo é intimar as pessoas que registraram o boletim. Entraremos em contato com o jogador (Luan) e sua assessoria para apresentá-lo na delegacia. Já foi feito deligência até o estabelecimento comercial para verificar essa menção a arma de fogo. Até o presente momento, não tenho esse relato deles. Ontem não teve relato de violência. Até então que teriam entrado na clandestinidade. Me parece que esse motel não tem portão, mas só uma guarita. Mas isso vai ser esclarecido por eles (motel)'', pontuou.
Por fim, Orsomarzo reiterou que Luan não compareceu à delegacia, apenas seus amigos. A única manifestação do jogador até o momento foi a publicação de uma foto nas redes sociais, na qual aparece com uma bermuda ensanguentada junto da frase "não é só futebol". (Veja abaixo).
"O jogador (Luan) não veio à delegacia e também não compareceu em Barueri. Foram os amigos dele. Isso pode significar que não tem interesse em prosseguir ou então está com medo. Mas isso ele pode ficar sossegado, estamos à disposição dele."
Próximos jogos do Corinthians
América-MG (F) – 05/07, 21h30 (de Brasília) – Copa do Brasil
Atlético-MG (F) – 09/07, 16h (de Brasília) – Brasileirão
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