Único a disputar todas as edições da Copa do Mundo e a vencer cinco títulos (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002), o Brasil é automaticamente colocado no rol dos favoritos antes de rolar a bola. Mas será que isso se mantém mesmo diante do crescimento dos concorrentes e da queda verde e amarela nas últimas décadas?
Casemiro garante que sim. Em entrevista exclusiva à ESPN, o volante do Manchester United - clube que deixará no fim deste mês - admitiu que existem outras seleções à frente da brasileira para a Copa de 2026, mas disse que é impossível tirar o time dirigido por Carlo Ancelotti da discussão.
"Claro que outras seleções estão com o processo à frente: Espanha, França, Argentina, Portugal. Esses aí já vem com processo mais avançado", opinou o camisa 5, candidato a ser capitão do Brasil no Mundial de junho e julho.
"Mas é impossível falar que o Brasil não é favorito para uma Copa do Mundo junto com outras seleções. Não é impossível [ganhar a Copa] com os jogadores que nós temos".
Casemiro, porém, acredita que a falta de confiança dos outros na Seleção é algo benéfico para o elenco, que tentará em 2026 colocar fim a um jejum de 24 anos sem ganhar uma Copa. Desde o último título, em 2002, o Brasil parou quatro vezes nas quartas de final (2006, 2010, 2018 e 2022) e uma na semifinal (o fatídico 7 a 1 sofrido para a Alemanha em 2014).
"Deixa o Brasil ali. A gente vai ganhando joguinho após joguinho e cresce dentro da competição".
Processo até Ancelotti chegar
A Seleção Brasileira vai para a Copa pela primeira vez com um técnico estrangeiro, mas, antes da chegada de Ancelotti, houve diversos problemas. Com a saída de Tite após a eliminação em 2022, a CBF apostou em Fernando Diniz e depois mudou para Dorival Júnior, técnico que deixou Casemiro afastado das convocações.
Para o volante, essa mudança constante de nomes mexeu demais com o planejamento e o processo de construção de um time, responsabilidade que Ancelotti, que assumiu um ano antes da Copa, precisa assumir.
"Quando o Tite saiu, depois da Copa de 2022, a gente não sabia para onde ir. Ficou meio sem rumo. Para onde que a gente vai? Qual é a linha a seguir? E quem é o chefe aqui? A gente meio que ficou vagando. Diria que a gente ficou três anos ali um pouco sem rumo", disse Casemiro, que pediu paciência a Ancelotti.
"Nós estivemos com ele 40 dias, e 40 dias no futebol você não está nem começando ainda, não está nem conhecendo, apesar de eu conhecê-lo já há muito tempo", defendeu o meio-campista. "Agora, com o novo treinador, a gente já tem uma linha, um processo. Não tem nem um começo de trabalho com ele, mas infelizmente no futebol se tem que acelerar o processo, e você tem que sempre estar avançando".
Ancelotti convocará a Seleção Brasileira no próximo dia 18 de maio, em evento marcado para o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Uma semana depois, os jogadores começam a se apresentar na Granja Comary, em Teresópolis, quando iniciam a preparação para a Copa. A estreia será em 13 de junho, contra Marrocos, em Nova Jersey.
Próximos jogos do Brasil:
Panamá (C) - 31/05, 17h - Amistoso
Egito (N) - 06/06, 19h - Amistoso
Marrocos (N) - 13/06, 19h - Copa do Mundo
