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Ídolo da Bósnia diz que não entendeu comemoração de italianos e prevê 'batalha' por vaga na Copa: 'Vão se chocar com a nossa paixão'

Com a vitória para cima da Irlanda do Norte, a Itália fara uma "final" em busca da classificação para a Copa do Mundo contra a Bósnia, que passou por País de Gales. O confronto, embora tenha sido comemorado por alguns italianos, até mesmo alguns jogadores, como Dimarco, que foi flagrado vibrando com o resultado do outro confronto da chave, o fato é que não será nada fácil para a tetracampeã mundial voltar a disputar uma Copa após duas edições ausente.

Quem garante isso é Miralem Pjanic, ex-meia bósnio que passou por clubes como Roma, Juventus e Barcelona e por muitos anos foi o cérebro da seleção de seu país. O atleta, aposentado há algum tempo, concedeu entrevista ao jornal Gazzetta Dello Sport e contou como está a comoção na Bósnia para o duelo que define uma das últimas vagas no Mundial.

"Será um evento histórico. A Bósnia vai parar por algumas horas: três milhões de pessoas empurrando o nosso time. Vai ser uma atmosfera nunca vista no estádio. Vocês vão se chocar com a nossa paixão. Vamos ferver o ambiente. Não será nada agradável para os italianos estarem lá, acredite. Vi os jogadores motivados e confiantes. Por 90 minutos, ou talvez mais, não será apenas um jogo de futebol: será uma batalha esportiva."

Pjanic foi questionado sobre a comemoração dos italianos ao saberem que o adversário seria a Bósnia. E foi enfático na resposta: "Sinceramente, não entendo o porquê… A Bósnia os espera de braços abertos (risos). Vamos ver como termina. A Itália é a Itália, e nós a respeitamos muito. Mas quem sabe: eles terão que saber controlar a partida em um ambiente terrível. Vai ser preciso personalidade para sair de Zenica com a vitória."

Sem contar com a maioria dos jogadores que levou a Bósnia até a Copa de 2014, no Brasil, ao menos um nome permanece brilhando: Edin Dzeko. O atacante, atualmente com 40 anos e jogando no Schalke 04, da Alemanha, é o maior ídolo do futebol na história do país e mesmo com a idade mais avançada, segue marcando seus gols. Foi ele, inclusive, que marcou contra País de Gales e levo ua decisão na vaga para os pênaltis.

"É incrível o que ele está fazendo. Apesar da idade, continua marcando gols decisivos. É um daqueles craques que, de repente, podem resolver partidas, como vimos contra o País de Gales. Estamos muito felizes por ainda tê-lo em campo e espero que ele possa repetir isso na terça-feira", torce Pjanic, exaltando o colega que fez história em Wolfsburg, Manchester City, Roma e Inter de Milão.

Apesar de confiar na Bósnia, o meia aposentado fez questão de elogiar bastante a seleção italiana, dando um destaque especial para o técnico Gennaro Gattuso.

"Na minha opinião, vocês ainda são uma das equipes mais fortes do mundo. E o Rino trabalhou muito bem. O azar foi cair no mesmo grupo que a Noruega, que fez uma campanha extraordinária. Nós esperamos que, na terça-feira, vocês sintam a pressão de um possível fracasso: para vocês, não é aceitável ficar fora da Copa pela terceira vez seguida."

Próximo jogo da Itália:

  • Bósnia (F): 31/03, 15h45 (de Brasília)