A campanha do tetracampeonato mundial da seleção brasileira de futebol masculino, que completa 30 anos nesta quarta-feira (17), passou por quatro estádios dos Estados Unidos: Stanford Stadium, Pontiac Silverdome, Cotton Bowl e Rose Bowl.
Quem acompanhou aquela Copa talvez se lembre dos nomes – sobretudo do Rose Bowl, palco da grande final, onde o Brasil venceu a Itália nos pênaltis, após empate por 0 a 0 no tempo normal, com o italiano Roberto Baggio isolando a cobrança e Dunga levantando o troféu.
Passadas exatas três décadas, porém, muita coisa mudou na terra do soccer, que em 2026 vai novamente sediar um Mundial. Nenhum dos estádios em que o Brasil jogou em 1994 receberá jogos na próxima Copa, organizada junto com México e Canadá. Um deles, por sinal, nem existe mais.
Pontiac Silverdome foi demolido
Quem for aos Estados Unidos a fim de visitar o Pontiac Silverdome, no estado de Michigan, vai se deparar, ao chegar próximo ao local, com uma instalação que em nada lembra um palco de Copa do Mundo.
O estádio que recebeu o Brasil na terceira rodada da fase de grupos, no empate por 1 a 1 contra a Suécia, hoje dá lugar a um centro de distribuição da Amazon.
O Pontiac Silverdome durou pouco. Inaugurado em 1975, foi o primeiro estádio coberto a receber um jogo de Copa e, ainda no início, chegou a sediar um show de Elvis Presley. A capacidade era de 78 mil pessoas.
A arena, apesar de ter feito história, foi abandonada. Sem receber jogos nem do Detroit Lions, time de futebol americano que usou o estádio até 2001 e foi atuar em outro local, parou de dar lucro.
A demolição aconteceu em 2017, depois de 23 anos do primeiro confronto entre brasileiros e suecos naquele Mundial.
Rose Bowl não guarda muitas lembranças da Copa
Brasil e Suécia se enfrentaram duas vezes na Copa de 1994. A segunda – e decisiva – foi na semifinal, com vitória da Amarelinha por 1 a 0 e vaga na decisão. A semi e a final aconteceram no mesmo estádio: no Rose Bowl, em Pasadena, na Califórnia.
A capacidade do estádio não deixa de impressionar: 94 mil pessoas. Diferentemente do Pontiac Silverdome, ele ainda existe, mas não guarda muitas referências sobre a Copa de 1994.
O Rose Bowl tem se dividido entre eventos para além do esporte, como feiras gastronômicas, e jogos de futebol americano universitário. O site oficial dá um espaço comum para a divulgação da próxima partida de soccer: um amistoso entre México e Nova Zelândia, no dia 7 de setembro.
Apesar de ativo, nem mesmo a Copa América, que terminou no último fim de semana, passou por lá. Os duelos na cidade aconteceram no SoFi Stadium, que também sediará a Copa de 2026.
Stanford Stadium virou casa de time universitário
A principal casa do Brasil na campanha do tetra foi o Stanford Stadium. Três jogos do time de Carlos Alberto Parreira foram disputados ali: as duas primeiras partidas da fase de grupos, contra Rússia e Camarões, e o confronto das oitavas de final, contra o anfitrião Estados Unidos.
O local era o segundo com maior capacidade do Mundial, com possibilidade de receber até 84 mil torcedores. O cenário hoje em dia, porém, também é distante do futebol. O Stanford Stadium é casa das disputas da Universidade de Stanford na liga de futebol americano universitário.
Quando completou 84 anos de existência, em 2005, o estádio foi demolido para outro ser construído no mesmo lugar. A reinauguração aconteceu um ano depois.
Cotton Bowl também foca em futebol americano
O Cotton Bowl foi o menor estádio em que o Brasil jogou na Copa. O local, em Dallas, no Texas, tinha capacidade para 64 mil pessoas e recebeu o jogo contra a Holanda, nas quartas de final, que terminou com vitória brasileira por 3 a 2.
Com quase 100 anos de existência – foi inaugurado em 1930 –, o estádio já teve mais momentos de glória, sendo, durante um período, casa dos Dallas Cowboys na NFL.
Atualmente o local também é palco de jogos universitários.
