Perder o lateral-direito titular às vésperas da estreia na Copa do Mundo, claro, nem passava pela cabeça de Carlo Ancelotti, mas a necessidade de mexer na posição é algo que tem acompanhado a Seleção Brasileira nos últimos anos.
Essa é a terceira Copa consecutiva em que o Brasil terá que mexer na lateral. Em 2018 e 2022, Tite viu o escolhido para a posição sofrer uma lesão, seja antes ou depois da convocação final, e precisou adaptar o planejamento.
Daniel Alves foi quem abriu a sina. Dono absoluto da camisa 2, ele sofreu uma lesão ligamentar no joelho esquerdo pelo PSG dias antes da convocação em 2018 e nem entrou na lista.
Sem Daniel Alves, Tite efetivou Danilo como titular e chamou Fagner para a reserva. Só que o então jogador do Manchester City se machucou na abertura da Copa. Sem poder cortá-lo, a comissão técnica foi com o atleta do Corinthians até o fim da campanha.
Quatro anos depois, Danilo voltou a sentir um problema no Mundial, dessa vez no tornozelo esquerdo, logo na partida de estreia. Não foi cortado, mas perdeu parte da campanha mais uma vez e só voltou no mata-mata.
Agora em 2026, a perda foi dupla para Carlo Ancelotti. Antes de anunciar os convocados, o técnico ja não contou com Éder Militão, visto como favorito para ser até titular na Copa do Mundo. Sem o atleta do Real Madrid, Wesley ganhou a chance.
Tudo ia bem até o lateral sentir uma lesão contra o Egito, no último amistoso antes do Mundial. A responsabilidade agora cai no colo de Danilo e também Ibañez, que vão disputar posição a partir dessa semana.
Próximos jogos da Seleção Brasileira:
Marrocos - 13/06, 19h (de Brasília) - Copa do Mundo
Haiti - 19/06, 21h30 (de Brasília) - Copa do Mundo
Escócia - 24/06, 19h (de Brasília) - Copa do Mundo
