Presidente do associativo reclama de postura de John Textor: 'Não pode levar o Botafogo para lama'

O presidente do clube associativo do Botafogo, João Paulo Magalhães Lins, não poupou críticas a John Textor e subiu o tom após o empresário reforçar irritação com seu processo de saída do comando da SAF alvinegra.

'Teve 11 meses para tentar fazer um acordo com os sócios dele, que brigou e não conseguiu. Ele não pode levar o Botafogo para lama, lamento muito tudo isso que tem acontecido. Teve falhas muito significativas como gestor de futebol e prejudicou muito o Botafogo. As pessoas não têm ideia do cenário que o Botafogo se encontra hoje', lamentou o mandatário.

'Ele dizer que está chateado é uma piada, a gente é quem está chateado com ele, botafoguense é quem está sangrando com inúmeros transferbans, muitos compromissos sem serem cumpridos.

'Vamos apoiar agora a SAF em um novo momento para que o Botafogo se recupere e volte a disputar todos os títulos de campeonatos que venha participar', encerrou.

Nova era alvinegra

O Botafogo assinou, na sexta-feira (6), um acordo vinculante com a GDA Luma para a venda da SAF do clube. A oferta realizada pela gestora de investimentos norte-americana foi aprovada pelo Conselho Deliberativo e não precisou passar pela Assembleia Geral Extraordinária do alvinegro.

A proposta prevê um aporte de 105 milhões de dólares (R$ 543 milhões na cotação atual).

O próximo passo será a assinatura em definitivo do contrato de venda da SAF à GDA Luma. Para conclusão do negócio, o Botafogo precisa encerrar as negociações com o Lyon para o pagamento de uma dívida de cerca de R$ 140 milhões.

Questionado pela reportagem da ESPN sobre os próximos passos da negociação, Lins não quis comentar.