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Caso Jenni Hermoso: 11 membros da comissão técnica da Espanha se demitem em protesto contra a Federação e saem em defesa de jogadora

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Capitã da seleção espanhola e jogadora do Real Madrid foi a única a balançar a rede na decisão do Mundial disputado na Austrália (1:10)

Luis Rubiales tem perdido cada vez mais apoio no cenário do futebol espanhol. Neste sábado (26), nada menos do que 11 membros de comissões técnicas apresentaram suas demissões após deixarem claro suas posições contrárias com relação ao beijo do mandatário em Jenni Hermoso durante a premiação do título da seleção feminina na Copa do Mundo.

O ato coletivo foi realizado após o pronunciamento público de Rubiales se defendendo e deixando claro que não renunciaria ao cargo de presidente da Federação.

Os nomes e cargos dos funcionários que pediram demissão são:

  • Montse Tomé Vázquez (Assistente Técnica Adjunta da Seleção Feminina de Futebol)

  • Javier Lerga Garayoa (Assistente Técnico da Seleção Feminina de Futebol)

  • Eugenio Gonzalo Martín (Assistente Técnico Adjunto da Seleção Feminina de Futebol e Treinador Sub-17 e Futebol Feminino Sub-16)

  • Blanca Romero Moraleda (Preparadora Física da Seleção Feminina de Futebol)

  • Carlos Sánchez García (Treinador de Goleiros da Seleção Nacional Feminina de Futebol)

  • Rubén Jiménez Gómez (Analista Técnico da Seleção Feminina de Futebol)

  • Sonia Bermúdez Tribano (técnica de futebol feminino sub-19-sub-20)

  • Javier Velázquez Díaz (Preparador Físico das Seleções Nacionais de Futebol Feminino)

  • Javier Egido Saz (Analista Técnico das Seleções Nacionais de Futebol Feminino)

  • Ander Ruíz Mitxelena (Treinador de Goleiros das Seleções Nacionais de Futebol Feminino)

  • Elena Fernández Castaño (Treinadora de Goleiros das Seleções Nacionais de Futebol Feminino)

Veja abaixo o comunicado completo:

Em decorrência dos acontecimentos ocorridos após a final da Copa do Mundo de Futebol Feminino, parte da seleção feminina de futebol deseja tornar pública sua posição através dos seguintes pontos:

1. Os abaixo assinados expressam a sua mais firme e enfática condenação à conduta demonstrada pelo presidente da Federação Espanhola de Futebol, Luis Manuel Rubiales Béjar, com a jogadora da Seleção Nacional Feminina, Jennifer Hermoso.

2. Após a Assembleia Geral Extraordinária da Real Federação Espanhola de Futebol, realizada no dia 25 de agosto de 2023, na qual o presidente da RFEF não apresentou a sua demissão e na qual apresentou uma história que não reflete de forma alguma qualquer dos sentimentos da referida jogadora, que afirmou expressamente sentir-se “vítima de agressão”, esta parte da Comissão Técnica apoia a jogadora Jennifer Hermoso, endossando a versão por ela oferecida. Acrescentando o inconveniente de ter que necessariamente comparecer à referida assembleia do dia 25 de agosto, na qual, além disso, ocorreu um acontecimento particularmente doloroso para esta comissão técnica, uma vez que várias das integrantes femininas da comissão técnica foram obrigadas a vestir na primeira fila, expondo sua imagem e tentando fazer com que a sociedade e os jogadores entendam.

3. Por todas estas razões, os abaixo assinados, à luz das atitudes e declarações inaceitáveis do líder máximo da RFEF, tomaram a decisão de colocar os seus cargos à disposição da RFEF.

4. Esta parte da equipe técnica manifesta o seu apoio ao comunicado divulgado pelas jogadoras da seleção, em referência às referidas ações e declarações do presidente da RFEF, e mais especificamente às declarações públicas proferidas pela jogadora Jenni Hermoso.

5. Os abaixo assinados pretendem terminar esta declaração assumindo a parte de responsabilidade que nos cabe no que diz respeito à reestruturação e profissionalização da Seleção Nacional Feminina Absoluta, tarefa para a qual sempre trabalhamos com a maior motivação e profissionalismo.

Ainda neste sábado (26), o Comitê Disciplinar da Fifa suspendeu provisoriamente Luis Rubiales por ter dado um beijo forçado na atacante Jenni Hermoso durante a cerimônia de premiação da Copa do Mundo feminina.

Com a punição, o dirigente espanhol está proibido de participar de atividades relacionadas ao futebol, tanto em âmbito nacional quanto internacional, por 90 dias.