França tem menos de quatro dias pela frente para recuperar todos seus jogadores para final contra a Argentina
Um treino fechado para a imprensa marca a volta da França aos trabalhos depois de garantir sua vaga na final da Copa do Mundo, no próximo domingo (18), contra a Argentina. Serão menos de quatro para Didier Deschamps tentar recuperar seus jogadores e ter todos à disposição na decisão.
Os argentinos, que venceram a Croácia na última terça-feira (13), tiveram um dia de descanso a mais e ganharam folga enquanto a França entrava em campo na semifinal contra Marrocos.
Na vitória por 2 a 0, Deschamps já teve duas baixas de jogadores titulares, em uma preocupação que segue no horizonte para a final. Dayot Upamecano e Adrien Rabiot foram as vítimas mais afetadas de um "surto" de febre que atinge o elenco e não tiveram condições de ir a campo.
Para a final, segundo Deschamps, o zagueiro não deve ser problema. Ele apresentou o problema três dias antes da semifinal, perdeu treinos e, apesar de ter melhorado, ainda não estava 100% para enfrentar Marrocos. Foi substituído por Ibrahima Konaté, mas deve ser liberado para retomar normalmente os treinamentos que antecederão a decisão.
Já Rabiot preocupa um pouco mais, visto que não teve condições de ficar sequer no banco diante dos marroquinos. Deschamps, que apostou na entrada de Youssouf Fofana na semifinal, conta com esses dias pré-decisão para que a recuperação seja total, e ele esteja disponível.
Kingsley Koman fecha o trio dos jogadores que foram acometidos mais severamente por febre. O atacante, normalmente utilizado entre os reservas, não saiu do banco contra Marrocos, também não almoçou com o elenco nesta quinta e foi preservado do treinamento. Esse "isolamento" até da refeição é parte de uma tentativa da França de evitar que mais casos surjam.
Kylian Mbappé, Antoine Griezmann e Olivier Giroud, os três nomes mais importantes do ataque da França nesta Copa, também têm preocupações físicas a serem administradas pela comissão técnica, mas nada que a princípio ameace a presença de qualquer um deles na decisão.
O desgaste é uma preocupação em comum para os três, mas Giroud ainda sofreu uma pancada na partida contra Marrocos e, por isso, acabou substituído aos 20 minutos do segundo tempo.
A opção de Deschamps foi pela entrada de Marcus Thuram, em uma alteração que também visou minimizar o desgaste físico de Mbappé. Com a troca, o craque ficou mais isolado na frente, "poupando energia", nas palavras do técnico, enquanto coube ao atacante reserva auxiliar na marcação do lado esquerdo da defesa francesa.
Por fim, Griezmann revelou também estar sentindo depois de ser eleito melhor em campo contra Marrocos, dizendo que precisaria "se recuperar" para a final. Aos 31 anos, ele é o terceiro jogador da França com mais minutos em campo nesta Copa, com 466, só atrás de Mbappé, que tem 477 (e 23 anos) e Aurélien Tchouaméni, com 503 (e só 22 anos).
