<
>

Técnico da França se irrita com Koundé de cordão em campo e dispara: 'Teve sorte que não estava na minha frente'

Didier Deschamps fez questão de dar um puxão de orelha em Jules Koundé depois da classificação da França às quarta da Copa do Mundo


O polivalente francês Jules Koundé protagonizou uma cena bastante inusitada no estádio Al Thumama. Inusitada e digna de críticas por parte do técnico Didier Deschamps.

Neste domingo (4), durante o primeiro tempo de França x Polônia, pelas oitavas de final da Copa do Mundo do Qatar, uma imagem chamou a atenção em Doha. Aos 41 minutos, Jesús Valenzuela parou o jogo, antes de uma cobrança de lateral, para que Koundé tirasse um cordão de ouro do pescoço.

FRANÇA 3 x 1 POLÔNIA: ASSISTA PELA ESPN NO STAR+ AO COMPACTO DO JOGO COM NARRAÇÃO DE PAULO ANDRADE E COMENTÁRIOS DE STÉPHANE DARMANI

A atitude do árbitro venezuelano tem um motivo: de acordo com a regra número 4 do regulamento da International Football Association Board (IFAB), "é proibido o uso de qualquer tipo de joias (colares, anéis, pulseiras, brincos, fitas em couro ou plástico, etc.)" por parte dos jogadores durante os jogos, uma vez que o artigo está na lista de objetos considerados "perigosos" para a prática do futebol.

Inclusive, a mesma regra diz que, em cada compromisso, "os jogadores devem ser inspecionados antes do início do jogo, e os suplentes antes de entrarem", algo que não aconteceu, uma vez que Koundé, zagueiro de origem e que também faz a vez de lateral-direito, atuou por quase 42 minutos usando o cordão. Não é nem mesmo permitido que tais objetos sejam cobertos com fitas ou outros materiais.

Ainda de acordo com o regulamento, o árbitro deveria ter ordenado, o quanto antes, que o francês retirasse o artigo em questão ou saísse de campo para isto durante uma interrupção, caso o atleta não pudesse tirá-lo com a bola rolando.

O defensor, que atua pelo Barcelona, inclusive correu o risco de ser advertido com o cartão amarelo pelo árbitro, uma vez que seguiu com o objeto mesmo depois do apito inicial da partida. Porém, muito provavelmente, como o uso do cordão só foi percebido posteriormente, isto não ocorreu.

"Sorte que não estava na minha frente"

Depois da vitória da França por 3 a 1 sobre a Polônia, Didier Deschamps foi questionado na entrevista coletiva sobre o cordão de Koundé. E, como um bom professor, fez questão de dar um puxão de orelha no atleta.

"Eu até disse para ele: 'você teve sorte que não estava na minha frente, senão...'. Jogadores não podem usar pulseira ou cordão. Eles não começam jogando com relógio ou óculos de sol também. É proibido. Eu achei que ele tinha tirado, mas aparentemente não foi o caso. Culpa nossa", falou.

Diante dos jornalistas, o técnico ainda explicou que Koundé também costuma usar o acessório nos treinamentos e que o objeto é quase um ícone de superstição do jogador do Barcelona.

O árbitro da partida entre França e Polônia, Jesús Valenzuela, pediu para que o francês retirasse o cordão dourada no final do primeiro tempo. Mas não foi tão fácil. Ele precisou de ajuda de um dos membros da comissão técnica, e o duelo ficou parado por alguns segundos.