Entre as estatísticas mais impressionantes, há craques da Copa e grandes decepções: confira o levantamento do ESPN.com.br
Na Copa do Mundo das surpresas e de todos os continentes representados nas oitavas de final pela primeira vez na história, grandes craques mostram porque são tão bons e seleções gigantes decepcionaram.
A 'Copa das zebras' é também a Copa dos números. Houve quem chamasse atenção pelo estilo de jogo, houve quem foi refém dele e mesmo fazendo boas partidas acabou eliminado precocemente.
Para tentar decifrar o que faz da Copa do Qatar um Mundial tão diferente dos outros, o ESPN.com.br fez um levantamento com os principais números da primeira fase. Os dados são do DataESPN, responsável pelo levantamento e análises de dados e estatísticas de futebol. Confira:
O dono da bola
'Guardiolismo' puro. Rodri, jogador do Manchester City, é um volante acostumado a ter a posse de bola no seu clube. Atuando como zagueiro na Espanha, o jogador foi, de longe, o que mais completou passes na Copa do Mundo. Foram 431 toques. Outro jogador do City, John Stones (278), da Inglaterra, e o compatriota Pedri (258) completam o top-3.
Não à toa, Rodri quebrou o recorde de passes em um só tempo em Copas do Mundo na partida contra o Japão (os dados são contabilizados desde 1966). Foram 115 nos primeiros 45 minutos.
Eles decidem
Quando o assunto é bola na rede, três jogadores aparecem como os mais importantes da primeira fase. Bruno Fernandes, de Portugal, Álvaro Morata, da Espanha, e Kylian Mbappé, da França, combinaram para quatro gols + assistências até aqui.
Morata e Mbappé fizeram três gols e deram um passe para outro companheiro marcar (são os artilheiros da Copa ao lado de Enner Valencia, do Equador, Marcus Rashford. da Inglaterra, e Cody Gakpo, da Holanda). O português foi garçom duas vezes e balançou as redes outras duas.
Pontaria em dia
Mbappé também é o jogador que mais chutou a gol neste Mundial: 16 vezes. Mas não é quem mais acertou o alvo. A liderança no quesito é de outro craque do Paris Saint-Germain: Lionel Messi chutou oito bolas nos gols adversários (contra sete do francês e seis de Morata).
Entre as finalizações, estão dois gols cruciais para a Argentina passar de fase - além do pênalti perdido contra a Polônia.
Vou te roubei!
Em relação aos desarmes, ninguém foi mais eficiente do que Rodrigo Bentancur. O meio-campista do Uruguai roubou 35 bolas dos adversários na primeira fase da Copa. Christian Eriksen (30 retomadas), da Dinamarca, foi o segundo na lista.
Curiosamente, os dois ficaram pelo caminho e não conseguiram a classificação para a segunda fase.
Toca em mim e respira
Um time que tem dois dos três maiores passadores da Copa do Mundo só poderia ser o líder em posse de bola. A Espanha correu riscos de ficar fora das oitavas da Copa do Mundo e mesmo assim teve a redonda 76,7% do tempo, a maior marca entre as 32 seleções.
Argentina (67,2%) e Inglaterra (65,8%) completam o pódio desta estatística.
Na hora de tirar o 10...
Chegou. Finalizou. Mas não levou. A Alemanha foi a seleção que mais criou chances nos três primeiros jogos da Copa. Ao todo, os alemães chegaram com perigo 52 vezes, sete a mais do que a França e 11 na frente do Brasil, as duas equipes que vêm logo atrás.
Por criar demais, a Alemanha também teve o maior dado de expected goals da primeira fase: 10,15. Ou seja, deveria ter feito 10,15 gols (se fosse possível o número quebrado) pelo tanto que finalizou. No total, foram seis bolas nas redes, insuficientes para garantir uma vaga entre os 16 melhores.
E pensar que o Japão venceu tantos os alemães quanto os espanhóis e passaram em primeiro do grupo...
E o Brasil?
A seleção brasileira não tem grande destaque quando analisamos os principais números das seleções na primeira fase. Os únicos dados em que o Brasil aparece no top-3 são em chutes ao gol adversário.
O time comandado por Tite é o segundo com mais finalizações (57 contra 69 da Alemanha) e em chutes ao alvo (24 a 21 também para os alemães).
