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Carrasco da Argentina encantou Tite, pediu dispensa para descansar no deserto e fez príncipe gastar fortuna para tirá-lo da Espanha

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Messi precisa só de 10 minutos para marcar pela Argentina e já escreve nome na história das Copas (0:59)

Argentina fez 1 a 0 sobre a Arábia Saudita com gol de Lionel Messi (0:59)

Salem Al-Dawsari fez um dos gols da Arábia Saudita na vitória sobre a Argentina


Salem Al-Dawsari foi o autor do segundo gol da Arábia Saudita na surpreendente vitória por 2 a 1 sobre a Argentina na estreia da Copa do Mundo de 2022.

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Considerado o grande jogador saudita, o atacante já cruzou o caminho do Flamengo na semifinal do Mundial de Clubes de 2019, quando fez o gol do Al-Hilal na vitória da equipe brasileira por 3 a 1.

Antes disso, ele havia defendido em 2017 o Villarreal, da Espanha, pelo qual fez apenas dois jogos. A aventura na Europa durou muito pouco tempo por causa do desejo do dono do Al-Hilal em contar com o craque outra vez.

"O Salem é um baita jogador e para você ter uma ideia, o príncipe foi buscá-lo na Espanha por um valor impagável para qualquer equipe do mundo. Ele ofereceu algo fora dos padrões normais até mesmo da Arábia, que são muito altos", disse Rogério Micale, ex-treinador do Hilal, ao ESPN.com.br.

O atacante tem o apelido de "Tornado" é um grande fã de Neymar, com quem tem algumas fotos as redes sociais.

"É o melhor jogador ofensivo da Arábia e é perigosíssimo. Tem recursos de dribles, finalização e força. É um jogador muito bom no dia a dia e focado sobre o trabalho. Não foi nenhuma surpresa o que ele fez e ainda tem coisas melhores para oferecer", disse o técinco.

"Ele é agudo, um contra um muito forte e pode mudar um jogo. ele pode jogar em qualquer liga do mundo. Ele opta pelos valores que cercam por estar em de casa são altíssimos. É muito difícil tirá-lo de lá por isso".

Em 2018, Salem foi elogiado por Tite após a vitória da seleção brasileira sobre a Arábia Saudita.

"Gostei do número 10 da seleção da Arábia Saudita. É um jogador especial e tem grande confiança em suas habilidades e aptidões. Chamou minha atenção no jogo", disse o treinador, à época.

Descanso no deserto

Micale conta que um dia Salem estava muito cansado, pois ficou um bom tempo sem férias, e pediu ao treinador para que descansasse por três dias.

"O mundo árabe tem caraterísticas muito diferentes. Eles têm o costume de ir para o meio do deserto o dia todo parado, só apreciando. Eu questionei porque tinha feito um jogo anterior muito bom: 'Como você vai me deixar, sendo que você é o meu capitão? Como vou justificar isso?' Ele respondeu: 'Aqui é normal'", disse.

Salem não treinou naquele dia, mas logo em seguida veio falar com treinador. Ele havia mudado de ideia e queria ir para o jogo.

"Ele estava com outra cara (risos). Parecia que não tinha acontecido nada. Eu disse: 'Já fiz todo trabalho, você vai ter que ir para o banco'. Ele foi par o banco, mas não ficou muito feliz. Ele entrou no segundo tempo, quando estava empatado por 2 a 2, e fez dois gols que nos deram a vitória. Ele faz a diferença mesmo. É um líder nato", contou o técnico, que foi campeão olímpico em 2016 pelo Brasil.

Aos 31 anos, Salem é tão ídolo na Arábia Saudita que dificilmente irá mudar de clube até o fim da carreira.

"É cada vez fica mais impossível tirá-lo do Hilal por isso. Essa jogada que ele fez na Argentina é a prática dele: cortar para dentro pelo lado e chutar. Ele usa muito essa jogada para resolver os jogos. É um ídolo na Arábia, muito carismático e bom caráter. Ele é merecedor e espero que não se machuque na Copa porque ele vem sofrendo com lesões nos últimos tempos", finalizou Micale.