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Por que herói do último título alemão ficou 5 anos sem jogar pela seleção e mesmo assim foi chamado para a Copa

Mario Gotze comemora título da Alemanha sobre a Argentina na Copa do Mundo de 2014. Getty Images

A convocação de Mario Gotze foi uma das surpresas na lista de Hansi Flick para defender a Alemanha na Copa do Mundo


A Alemanha estreia na Copa do Mundo do Qatar nesta quarta-feira (23), contra o Japão, às 10h (de Brasília), no Estádio Al Thumama. A missão é retomar o protagonismo depois de ter decepcionado em 2018, quando caiu na frase de grupos. Para isso, conta com um "amuleto da sorte" em seu elenco.

Autor do gol que deu o último título mundial para a Alemanha - vitória sobre a Argentina na prorrogação, por 1 a 0, em 2014, no Brasil -, Mario Gotze foi uma das surpresas entre os 26 nomes convocados pelo técnico Hansi Flick. E isso não é modo de dizer.

O meia-atacante não sabia o que era ser convocado para defender a seleção do seu país desde 2017. Até por isso o seu nome esteve longe de ser unanimidade, e o treinador alemão não escapou da pergunta quando divulgou a lista final: por que Mario Gotze?

"Posso apenas dizer que Mario está totalmente feliz por estar aqui e nós estamos ansiosos por ele também. Então acho que este elenco nos dá muita confiança, realmente muitas possibilidades, que pode trazer uma ou duas surpresas em nosso jogo", justificou Hansi-Flick.

O "sumiço" de Mario Gotze da seleção alemã tem justificativa. Quando parecia que a carreira iria decolar após o gol do título mundial, o meia-atacante sofreu uma grave lesão no músculo adutor da coxa e ficou três meses longe dos gramados. Essa foi a porta de entrada para outros problemas.

Sem conseguir emplacar uma sequência de jogos por questões físicas, Gotze foi diagnosticado com miopatia metabólica, doença muscular que enfraquece os membros do corpo. O meia-atacante precisou se afastar dos gramados para realizar o tratamento.

Recuperado, Gotze trocou a Alemanha pela Holanda em 2020 e reencontrou a felicidade. Na temporada passada (2021/2022), se destacou com a camisa do PSV, com 12 gols e 11 assistências em 52 partidas. Os bons números chamaram a atenção do Eintracht Frankfurt, onde tem dois gols e quatro assistências em 23 jogos.

No Qatar, o meia-atacante vai disputar a sua segunda Copa do Mundo e espera fazer valer a confiança de Hansi Flick para levar a Alemanha ao penta e igualar o Brasil como os maiores campeões.

Depois de enfrentar o Japão, a seleção alemã encara Espanha, no próximo domingo (27), e Costa Rica, no dia 1º de dezembro, pela sequência do Grupo E.